Os resultados da divisão agrícola da Bayer mostraram pressão sobre o lucro, apesar de vendas praticamente estáveis no quarto trimestre. A unidade de ciências agrícolas registrou receita de 5,39 bilhões de euros, alta de 0,2% na comparação anual. A divulgação dos dados foi nesta terça-feira (4).
O desempenho da Bayer foi sustentado pelo aumento de volumes (+5,6%) e por reajustes de preços (+0,7%), que compensaram parcialmente o impacto cambial negativo de 6,1%. No acumulado de 2025, porém, as vendas da área agrícola somaram 21,622 bilhões de euros, queda de 2,9%.
O resultado operacional mostrou deterioração mais forte. O Ebitda ajustado ficou negativo em 2,586 bilhões de euros no trimestre. Contudo, no mesmo período do ano anterior havia registrado 788 milhões de euros positivos.
Segundo a companhia, o desempenho refletiu custos ligados à racionalização do portfólio, despesas com programas internos de incentivo de curto prazo e pressões regulatórias em alguns mercados.
Desempenho do negócio agrícola da Bayer por segmento
Entre os segmentos, o principal impulso veio das sementes de milho e características genéticas, que cresceram 19,6% no trimestre e 9% no acumulado anual, alcançando 7,15 bilhões de euros em receita em 2025.
De acordo com a empresa, o avanço refletiu a expansão da área plantada, desempenho de novas tecnologias de sementes e a resolução de um acordo de licenciamento com a Corteva na América do Norte.
O segmento de sementes de hortaliças da Bayer também avançou, com alta anual de 2,1%, sustentada por aumento de preços e volumes em diferentes regiões.
Por outro lado, algumas linhas enfrentaram retração. As sementes de algodão registraram queda de 24,4%, influenciadas pela anulação de registro de um produto nos Estados Unidos e pela redução da área cultivada.
No segmento de inseticidas, as vendas recuaram 16,5%, afetadas pelo vencimento do registro de um produto na Europa. Já os fungicidas tiveram retração em mercados como América do Norte e Ásia-Pacífico.





