Bolsas de valores caem e petróleo eleva temor na economia global

Bolsas caem enquanto o petróleo dispara após guerra no Oriente Médio elevar o barril perto de US$ 120. Alta da energia pressiona mercados globais e amplia temores sobre inflação e crescimento econômico.
Imagem de um gráfico para ilustrar uma matéria jornalística sobre as bolsa de valores que caem nesta segunda-feira.
Bolsas de valores caem nesta segunda-feira. (Imagem: Pixabay)

As bolsas de valores caem e o petróleo dispara nesta segunda-feira (09), ampliando a tensão nos mercados internacionais após a escalada da guerra no Oriente Médio. O preço do barril chegou a se aproximar de US$ 120, elevando o temor de inflação global e pressionando investidores em diversos países.

O avanço do preço da energia provocou uma reação imediata nos mercados acionários globais, que passaram a reavaliar riscos para crescimento econômico, custos industriais e cadeias produtivas. A alta do petróleo também reforçou a busca por ativos considerados mais seguros.

Bolsas de valores caem, petróleo e energia mais caros pressionam mercados

Na Ásia, a reação foi intensa. A bolsa de Seul caiu 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%. Outras praças financeiras da região, como Hong Kong, Xangai, Taipé, Sydney, Singapura, Manila e Wellington, também fecharam em baixa.

Na Europa, os principais índices acompanharam o movimento negativo. Paris caiu 2,59%, Frankfurt recuou 2,47%, Londres perdeu 1,57%, enquanto Madri caiu 2,87% e Milão 2,71%.

A pressão ocorre porque energia mais cara afeta diretamente indústrias, transporte global e produção de bens, elevando os custos das empresas e reduzindo margens.

Disparada do petróleo aumenta tensão financeira

O centro da turbulência está no mercado energético. O barril de West Texas Intermediate (WTI) chegou a subir 30%, aproximando-se de US$ 120, antes de recuar para níveis acima de US$ 104.

Já o Brent do Mar do Norte, referência internacional, ultrapassou US$ 119 e permaneceu negociado acima de US$ 108 nas primeiras horas do dia.

Além do petróleo, o gás natural europeu também registrou forte valorização. Os contratos futuros do TTF holandês avançaram cerca de 30%, refletindo preocupações com o abastecimento energético no continente.

Analistas afirmam que, quando o petróleo supera US$ 100, o efeito vai além das commodities e começa a pressionar inflação, produção industrial e logística global.

Bolsas de valores caem enquanto petróleo amplia risco econômico

A escalada dos preços ocorre após ataques contra campos de petróleo no Iraque e a redução da produção em países do Golfo após ofensivas iranianas.

Outro fator que amplia a tensão é a paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo. A interrupção do fluxo desde 28 de fevereiro elevou o temor de escassez de energia.

Diante da disparada dos preços, países do G7 discutem o uso de reservas estratégicas de petróleo para conter a volatilidade do mercado. A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham estoques equivalentes a 90 dias de importações.

Nesse ambiente de incerteza, investidores reavaliam riscos e bolsas de valores continuam em queda enquanto o petróleo permanece pressionado, cenário que pode prolongar a instabilidade financeira global caso o conflito avance.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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