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CNA pede corte de tributos sobre diesel para reduzir custos do agro

Tributos sobre diesel voltaram ao debate após a CNA pedir corte temporário em meio à crise no Irã. A alta do petróleo pressiona o diesel global, enquanto o Brasil tenta segurar repasses. O tema encosta em frete, alimentos e juros. Saiba mais.
tributos sobre diesel pressionam custos do agronegócio no Brasil
Pedido da CNA recoloca os tributos sobre diesel no centro do debate após a alta do petróleo com a crise no Irã. (Reprodução)

Tributos sobre diesel voltaram ao centro da agenda econômica nesta quarta-feira (11/03) após a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitar ao governo federal e aos estados a redução temporária de impostos sobre o combustível. A entidade afirma que a medida pode aliviar os custos do agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de alta do petróleo provocada pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã.

O pedido foi encaminhado ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para a CNA, a valorização recente do petróleo eleva o risco de aumento no diesel, combustível essencial para operações agrícolas, transporte de grãos e logística do campo.

Tributos sobre o diesel entram no foco da discussão

No documento enviado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a CNA destacou o peso dos tributos no preço final do diesel. Entre os encargos federais estão PIS/Pasep e Cofins, que incidem sobre o combustível comercializado no país.

Além desses tributos, o diesel também sofre incidência do ICMS, imposto estadual coordenado pelo Confaz. A CNA, inclusive, argumenta que a carga tributária amplia o impacto da alta internacional do petróleo sobre o custo do combustível no Brasil.

Segundo a entidade, a revisão temporária dessas alíquotas poderia gerar alívio para produtores rurais. Além disso, para transportadores de insumos e para a logística que sustenta o escoamento da produção agrícola.

Tensões geopolíticas aumentam pressão internacional sobre combustíveis

O pedido de redução de tributo sobre diesel ocorre em meio a uma nova pressão sobre o mercado energético, dessa vez com origem no Oriente Médio. O conflito envolvendo os EUA e Irã elevou a tensão em torno do Estreito de Hormuz, rota por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.

Segundo a Agência Internacional de Energia, o Brent, unidade de medição do petróleo, acumulou forte valorização nas últimas semanas. Cenário que, inclusive, costuma elevar o preço de combustíveis derivados, incluindo o diesel. Em resposta à volatilidade, países membros da agência discutiram a liberação recorde de estoque estratégico de petróleo para reduzir a pressão no mercado internacional.

Embora o repasse para o mercado brasileiro não ocorra de forma imediata, a valorização global do petróleo aumenta a atenção de setores intensivos em energia. Sendo eles, o transporte rodoviário e a produção agropecuária.

Tributos sobre diesel e custos da produção agrícola

O debate ganha relevância porque o diesel representa um dos principais insumos operacionais do agronegócio brasileiro. O combustível está presente em praticamente todas as etapas da atividade rural, desde o preparo do solo até o transporte da safra.

Entre os usos mais relevantes estão máquinas agrícolas, colheitadeiras, caminhões de transporte, aplicação de insumos. Além do escoamento da produção para portos e centros de distribuição.

Portanto, na avaliação da CNA, custos elevados de combustível tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva. O aumento das despesas logísticas pode influenciar o preço final de grãos, proteínas e outros alimentos consumidos no país.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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