Anúncio SST SESI

INPC de fevereiro acelera com pressão da inflação em educação

O INPC de fevereiro subiu 0,56% e acelerou frente a janeiro, segundo o IBGE. Educação, alimentação e transportes pressionaram o índice, que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos e acumula 3,36% em 12 meses. Saiba mais.
inflação medida pelo INPC de fevereiro no Brasil
IBGE divulga resultado do INPC de fevereiro e mostra avanço da inflação para famílias de menor renda. (Foto: Reprodução)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de fevereiro registrou alta de 0,56%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12/03). O indicador acelerou em relação a janeiro, quando havia marcado 0,39%, refletindo reajustes concentrados em educação e aumentos em itens ligados ao custo de vida das famílias de menor renda.

Com o resultado, o INPC de fevereiro levou a inflação acumulada do índice para 0,95% em 2026. No período de 12 meses, o indicador registra 3,36%, de acordo com o levantamento divulgado pelo IBGE dentro do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

INPC de fevereiro e pressão da educação

Entre os grupos pesquisados, educação apresentou alta de 4,45%, uma das maiores variações registradas no mês. O resultado reflete os reajustes de mensalidades escolares que costumam ocorrer no início do ano letivo, período em que escolas e instituições de ensino atualizam valores.

Esse tipo de ajuste costuma ter impacto relevante no índice porque o INPC de fevereiro acompanha o custo de vida de famílias com renda entre um e cinco salários mínimos. Em contexto, grupo que destina parte importante do orçamento a serviços essenciais.

Além da educação, o grupo de alimentação e bebidas avançou 0,79%, reforçando a pressão sobre o orçamento doméstico. O indicador considera os preços pagos no consumo cotidiano e, por isso, costuma refletir diretamente as variações em produtos básicos.

Custos de transporte e combustíveis

O grupo de transportes avançou 0,75%, contribuindo para a variação do índice no mês. Entre os itens monitorados pelo IBGE através do INPC de fevereiro, despesas ligadas à mobilidade e manutenção de veículos ajudaram a pressionar o indicador.

Nos combustíveis, o comportamento foi misto:

Já entre os alimentos consumidos no domicílio, alguns itens registraram altas expressivas enquanto outros apresentaram recuo de preços.

Maiores altas no período, segundo o INPC de fevereiro:

  • Açaí: +25,29%
  • Feijão-carioca: +11,73%
  • Ovo de galinha: +4,55%
  • Carnes: +0,58%

Quedas registradas no INPC de fevereiro:

  • Café moído: -1,20%
  • Frutas: -2,78%
  • Óleo de soja: -2,62%
  • Arroz: -2,36%

INPC de fevereiro e diferenças regionais

A inflação medida pelo INPC de fevereiro também variou entre as regiões pesquisadas. Fortaleza registrou a maior alta, de 0,90%, enquanto Rio Branco apresentou a menor variação, com recuo de 0,03%, conforme o levantamento do IBGE.

O indicador integra o sistema oficial de inflação calculado pelo instituto e é amplamente utilizado em reajustes salariais e negociações trabalhistas, justamente por refletir o comportamento de preços enfrentado por famílias de renda mais baixa.

Ao lado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice que mede a inflação para uma faixa mais ampla de renda, o INPC de fevereiro ajuda a traçar o retrato da evolução dos preços no país. A leitura conjunta dos indicadores, portanto, permite acompanhar como diferentes perfis de consumo reagem às mudanças no custo de vida ao longo do ano.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

Mais lidas

Últimas notícias

Entrar no canal Canal do Economic News Brasil no WhatsApp