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Guerra no Oriente Médio pode influenciar PIB brasileiro, diz Fazenda

O PIB brasileiro pode subir 0,36 ponto percentual em 2026 se uma guerra prolongada no Oriente Médio elevar o preço do petróleo, segundo projeção da Fazenda. O cenário também inclui inflação maior, superávit comercial ampliado e aumento da receita da União.
Letreiro do Ministério da Fazenda, que estima o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o PIB brasileiro
O Brasil ampliaria seu superávit comercial, impulsionado pela valorização de commodities energéticas (Foto: Reprodução)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode registrar avanço adicional em 2026 em um cenário em que a guerra no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, se estenda e provoque a eventual destruição de infraestrutura petrolífera e interrupções logísticas globais. A estimativa é do Ministério da Fazenda, que calcula um aumento de 0,36 ponto percentual no Produto Interno Bruto em um cenário de conflito duradouro na região.

Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE), o choque estaria ligado principalmente à alta no preço internacional do petróleo e às distorções nas cadeias de transporte e comércio. Nesse contexto, o Brasil ampliaria seu superávit comercial, impulsionado pela valorização de commodities energéticas. E, além d isso, pelo papel estratégico do país no mercado global de petróleo e derivados.

Os números projetados pelo governo indicam impactos macroeconômicos relevantes:

  • PIB brasileiro: +0,36 ponto percentual em 2026
  • Inflação: aumento de cerca de 0,58 ponto percentual
  • Superávit comercial: alta de US$ 10,3 bilhões
  • Câmbio: valorização estimada em 4,5%
  • Receita da União: incremento aproximado de R$ 96,6 bilhões

Por outro lado, a Fazenda avalia um cenário alternativo caso o conflito perca intensidade nos próximos dias. Nesse caso, os efeitos seriam mais limitados, com crescimento adicional de 0,10 ponto percentual no PIB e avanço de 0,14 ponto na inflação ao consumidor.

Assim, o PIB brasileiro passa a integrar o conjunto de indicadores sensíveis ao cenário geopolítico global. A evolução do conflito no Oriente Médio pode influenciar preços de energia, comércio internacional, câmbio e arrecadação federal ao longo de 2026.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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