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Acordo do Bank of America no caso Epstein envolve pagamento de R$ 380 milhões

O acordo do Bank of America no caso Epstein envolve pagamento de R$ 380 milhões e mantém sob análise judicial acusações ligadas a transações financeiras suspeitas. Saiba mais.
acordo do Bank of America no caso Epstein
Acordo do Bank of America no caso Epstein reforça pressão sobre práticas financeiras (Foto: Reprodução)

Um acordo do Bank of America foi apresentado na última sexta-feira (27/03) prevendo o pagamento de US$ 72,5 milhões, cerca de R$ 380 milhões, para por fim a um processo civil ligado ao caso Jeffrey Epstein nos Estados Unidos. A proposta surge após uma ação coletiva que questiona a relação do banco com transações financeiras associadas ao operador acusado de tráfico sexual.

Ainda assim, o entendimento não está concluído. O acordo depende de aprovação do juiz distrital Jed Rakoff, que agendou uma audiência para próxima quinta-feira (02/04). Até o momento, os termos completos seguem sob análise judicial, o que mantém o caso em aberto no sistema jurídico americano.

Acordo do Bank of America e o processo judicial

A ação foi apresentada em outubro por uma mulher identificada como Jane Doe. Segundo os advogados da autora, o banco teria ignorado transações suspeitas ligadas a Epstein, mesmo diante de informações públicas sobre suas atividades.

De acordo com a acusação, a instituição manteve operações financeiras que teriam sustentado o fluxo de recursos associado ao esquema. A tese sustenta que houve falha nos mecanismos de monitoramento bancário e nos protocolos de compliance.

Por outro lado, o Bank of America afirma que prestou serviços considerados rotineiros e que, à época, não havia ligação clara entre os clientes atendidos e Epstein. A instituição classificou as alegações como “frágeis e infundadas”.

Pressão sobre instituições financeiras nos EUA

O caso ganhou novo fôlego em janeiro, quando Rakoff decidiu que o processo poderia avançar. O magistrado considerou que havia elementos suficientes para avaliar possível benefício financeiro e eventual descumprimento de normas ligadas à proteção de vítimas.

Entre os pontos analisados estão transferências envolvendo o bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Ele realizou pagamentos de US$ 158 milhões a Epstein por serviços de planejamento patrimonial. Black nega irregularidades e afirma desconhecer qualquer conduta criminosa.

Além disso, o processo se conecta a um histórico recente de acordos no setor. Em 2023, o JPMorgan Chase firmou um acordo de US$ 290 milhões, enquanto o Deutsche Bank acertou US$ 75 milhões em ações semelhantes, ampliando a pressão sobre o sistema financeiro.

Efeito no setor bancário com acordo do Bank of America

O avanço do acordo do Bank of America ocorre em um ambiente de maior atenção sobre práticas internas de bancos e instituições globais globais. A exemplo disso, em fevereiro, o Presidente do Fórum Econômico Mundial renunciou ao cargo após investigações envolvendo sua ligação se iniciarem. Além disso, escritórios que representam vítimas ampliam a estratégia jurídica ao incluir instituições financeiras como parte das investigações.

Nesse contexto, o caso reforça a importância de estruturas de governança corporativa, controle interno e gestão de risco reputacional. Bancos passam a revisar processos ligados à identificação de operações atípicas e à prevenção de fluxos financeiros irregulares.

O acordo do Bank of America, portanto, não encerra a discussão. Ele amplia o debate sobre responsabilidade institucional e redefine o nível de exposição de grandes bancos diante de casos com conexões indiretas a atividades ilícitas.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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