Borge Brende, o presidente do Fórum Econômico Mundial, anunciou nesta quinta-feira (26/02) sua renúncia após a conclusão de uma investigação independente sobre contatos mantidos com Jeffrey Epstein. A apuração foi iniciada semanas antes pela própria entidade depois de revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Borge Brende, que também atuava como presidente-executivo, estava no comando desde 2017 e deixa o cargo após oito anos e meio à frente da organização. Em comunicado, afirmou que decidiu sair para que o Fórum continue seu trabalho “sem distrações” e descreveu sua trajetória como “profundamente gratificante”.
Presidente do Fórum Econômico Mundial e a investigação
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Brende participou de três jantares de negócios com Epstein e trocou mensagens por e-mail e texto com o financista. As informações vieram a público antes da conclusão da investigação conduzida por advogado externo.
Em nota assinada pelos copresidentes Andre Hoffmann e Larry Fink, o Fórum Econômico Mundial informou que a análise independente foi finalizada e que não identificou preocupações adicionais além das já divulgadas anteriormente. A entidade não detalhou novos desdobramentos.
Transição na liderança da organização
Com a saída do presidente do Fórum Econômico Mundial, Alois Zwinggi assumirá interinamente os cargos de presidente e presidente-executivo. O Conselho de Administração supervisionará o período de transição.
O conselho também iniciará o processo para escolha de um sucessor permanente. O Fórum Econômico Mundial, com sede em Genebra e responsável pela reunião anual de Davos, informou que manterá suas atividades regulares.
Presidente do Fórum Econômico Mundial e os próximos passos
A renúncia do presidente do Fórum Econômico Mundial encerra um ciclo iniciado em 2017, quando Brende assumiu a liderança após carreira como ministro das Relações Exteriores da Noruega. Durante sua gestão, coordenou as agendas institucionais promovidas pela entidade.
Com a investigação concluída e a transição em curso, o Conselho de Administração conduzirá a escolha do novo dirigente. Até lá, a estrutura executiva permanece responsável pelas operações e pela organização dos encontros internacionais promovidos pelo Fórum.





