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Governo zera imposto sobre querosene de aviação para conter ajustes nas passagens aéreas

O governo zerou PIS/Cofins sobre o querosene de aviação até maio para reduzir custos das aéreas. A medida pode conter a alta das passagens, mas não garante queda imediata, já que o impacto depende da demanda e da estratégia das companhias.
Abastecimento de avião com combustível após redução do imposto sobre querosene de aviação
Redução do imposto sobre querosene de aviação busca aliviar custos das companhias aéreas e conter pressão nas passagens (Foto: Divulgação/ANA)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta quarta-feira (08/04), decreto que zera o imposto sobre querosene de aviação (QAV) até 31 de maio de 2026. A medida reduz o custo do combustível das companhias aéreas e busca evitar novos aumentos nas passagens em meio à alta global do petróleo.

O corte de PIS e Cofins atinge diretamente o principal gasto operacional das empresas. O querosene de aviação responde por uma parcela relevante dos custos do setor, e qualquer alta costuma ser repassada rapidamente para as tarifas.

Ao eliminar o imposto sobre querosene de aviação de forma temporária, o governo tenta interromper esse repasse no curto prazo e conter a pressão sobre os preços.

Imposto sobre querosene de aviação mais baixo reduz pressão nas passagens

Na prática, a medida não garante queda nas passagens aéreas. O efeito mais imediato tende a ser a redução do ritmo de alta, já que o custo do combustível deixa de subir no mesmo nível.

Com menor pressão sobre o caixa, as companhias podem segurar reajustes, especialmente em rotas com maior concorrência. Em mercados menos disputados, o alívio pode não chegar ao consumidor.

Pacote inclui crédito e reforça apoio ao setor aéreo

A redução do imposto sobre querosene de aviação faz parte de um conjunto de medidas para sustentar o setor. O governo também autorizou financiamento de R$ 1 bilhão para as companhias aéreas, via Banco do Brasil, e adiou tarifas de navegação aérea para dezembro.

A guerra no Oriente Médio já causou impactos econômicos substanciais, pressionou os preços internacionais dos combustíveis e elevou os custos de operação das companhias aéreas. O que levou o governo a adotar as medidas.

O efeito, porém, é temporário. Se a pressão sobre o combustível continuar após maio, o risco de novas altas nas passagens volta ao radar.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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