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Guerra no Irã encarece passagens aéreas e pressiona economia no Brasil

A guerra no Irã já afeta a economia brasileira, elevando o preço do petróleo e encarecendo passagens aéreas em até 31%. O impacto pode se espalhar para combustíveis, inflação e custos logísticos, pressionando o bolso do consumidor nos próximos meses.
Aeroporto com aviões em solo e operações de embarque, cenário ligado à alta das passagens aéreas no Brasil
Alta do combustível e do petróleo pressiona custos das companhias e encarece passagens aéreas no Brasil (Foto:. Reprodução)

As passagens aéreas mais caras no Brasil já refletem os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional. Desde março, os preços subiram até 31%, segundo levantamento do banco J.P. Morgan, em um movimento ligado à guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e que deve continuar pressionando o custo de viajar.

O aumento das passagens aéreas mais caras no Brasil marca o primeiro impacto direto da crise internacional no bolso do consumidor. Com a disparada do petróleo, o querosene de aviação (QAV) encarece e força companhias como Latam, Gol e Azul a reajustarem tarifas.

Esse repasse não acontece de uma vez. Existe uma defasagem de cerca de 45 dias entre a alta da commodity e o impacto completo nos custos das empresas, o que indica que parte da pressão ainda não chegou totalmente aos preços.

Por que as passagens aéreas estão mais caras no Brasil

O principal fator por trás das passagens aéreas mais caras no Brasil é o aumento do combustível. O querosene de aviação representa uma fatia relevante das despesas das companhias, cerca de 30% no caso da Azul.

Segundo a empresa, um aumento de 10% no preço do combustível exige uma elevação de aproximadamente 2,5% na receita para manter o equilíbrio financeiro. Isso cria uma relação direta entre o petróleo e o preço final das passagens.

Diante desse cenário, as empresas ajustam rapidamente:

  • Tarifas;
  • Rotas;
  • Frequência de voos;
  • Capacidade operacional.

Alta do petróleo amplia pressão sobre preços

A Petrobras reajustou em 55% o preço do querosene de aviação em abril, acompanhando a alta internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio.

Mesmo com pagamento escalonado desse aumento, o impacto continua relevante e tende a sustentar as passagens aéreas mais caras no Brasil ao longo dos próximos meses.

Além disso, como as passagens são vendidas com antecedência, as companhias incorporam expectativas futuras de custo nos preços atuais, antecipando o repasse.

Governo tenta reduzir impacto, mas efeito continua

Para conter a alta, o governo federal anunciou medidas como:

  • Suspensão de tributos sobre o QAV;
  • Adiamento de taxas do setor aéreo;
  • Oferta de crédito de cerca de R$ 9 bilhões.

As iniciativas buscam aliviar o caixa das empresas, mas não eliminam a dependência do petróleo, que segue sendo o principal fator de custo.

Passagens mais caras no Brasil podem continuar

Mesmo com sinais de trégua no conflito, o cenário permanece incerto. Além disso, a volatilidade do preço do petróleo deve continuar influenciando os preços no Brasil.

Isso, portanto, indica que as passagens aéreas mais caras no Brasil não são um movimento pontual, mas parte de um ajuste que pode se estender nos próximos meses. Dependendo, é claro, da evolução do cenário internacional.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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