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Turistas estrangeiros deixam R$ 20 bilhões no Brasil e impulsionam economia

Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil chegaram a R$ 20,2 bilhões até abril e reforçaram o turismo como fonte de entrada de dólares, consumo e expansão do setor de serviços.
Imagem da bondinho do pão de açucar para ilustrar uma matéria jornalística sobre os gastos de turistas estrangeiros no Brasil
Turistas estrangeiros injetam R$ 20 bilhões na economia brasileira. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O turismo internacional voltou a funcionar como uma das principais fontes de entrada de dólares no Brasil. Apenas nos quatro primeiros meses do ano, os turistas estrangeiros deixaram R$ 20,2 bilhões na economia nacional, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil cresceram 9,2% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço ampliou a movimentação em hotéis, restaurantes, transporte, comércio e serviços ligados ao consumo de visitantes internacionais.

O crescimento ocorre em meio à tentativa do governo de ampliar a presença global do Brasil e aumentar o fluxo internacional de passageiros.

Turismo internacional amplia circulação de dólares no país

O avanço do turismo estrangeiro passou a ter impacto econômico além do setor de viagens. O dinheiro gasto por visitantes internacionais ajuda a elevar o consumo e aumenta a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.

Apenas em abril, turistas internacionais deixaram R$ 4,19 bilhões no país. No mesmo mês do ano passado, o volume registrado havia sido de R$ 4,14 bilhões.

O impacto direto alcança diferentes áreas da economia:

  • hotéis
  • restaurantes
  • companhias aéreas
  • transporte urbano
  • comércio
  • lazer

Destinos turísticos também passaram a disputar visitantes internacionais com mais intensidade por causa da capacidade de geração de receita externa.

Governo amplia estratégia para atrair estrangeiros

O Ministério do Turismo afirmou que pretende acelerar ações para ampliar o número de visitantes internacionais no Brasil.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o objetivo é expandir os efeitos econômicos do setor em diferentes regiões do país.

“Nossa atuação na busca por turistas de outros países tem sido intensa”, declarou.

A estratégia ganhou importância porque o turismo internacional movimenta consumo sem depender diretamente da renda das famílias brasileiras.

O setor também passou a funcionar como ferramenta de geração de empregos e arrecadação em cidades ligadas ao turismo de lazer, negócios e eventos.

Brasil negocia novas rotas aéreas com a China

O governo brasileiro iniciou negociações com a China Eastern Airlines para viabilizar novas conexões aéreas entre Brasil e China.

A reunião ocorreu em Xangai e incluiu propostas para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia chinesa.

Entre as iniciativas discutidas estão:

  • novas rotas internacionais
  • promoção de destinos brasileiros
  • campanhas turísticas
  • divulgação cultural nos voos

A aproximação ocorre porque a China se tornou um dos mercados mais disputados do turismo global.

Além do turismo tradicional, o governo busca ampliar viagens corporativas, circulação de empresários e conexões comerciais entre os países.

Disputa global por turistas aumenta pressão entre países

O crescimento dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil acontece em um cenário de competição internacional por visitantes.

Após a retomada global das viagens, governos passaram a ampliar acordos aéreos, campanhas promocionais e investimentos em conectividade internacional.

O turismo ganhou peso estratégico porque movimenta:

  • entrada de dólares
  • consumo local
  • geração de empregos
  • arrecadação
  • expansão do setor de serviços

No Brasil, o avanço do turismo internacional também reduz a dependência do consumo doméstico em segmentos ligados à economia de serviços.

A expectativa do governo é ampliar ainda mais o fluxo internacional nos próximos anos com novas rotas aéreas e maior integração global.

Com isso, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil passaram a representar não apenas um indicador do setor turístico, mas um sinal do aumento da circulação de capital externo dentro da economia brasileira.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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