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Clubes mais valiosos do mundo: veja quem domina o futebol bilionário

Os clubes mais valiosos do mundo transformaram o futebol em um negócio bilionário. Receitas comerciais, estádios e audiência global explicam por que Real Madrid e Barcelona lideram o ranking.
Imagem da homens jogando para ilustrar uma matéria jornalística sobre os clubes mais valiosos do mundo.
Real Madrid lidera ranking bilionário dos clubes mais valiosos. (Imagem: Jannik/Unsplash)

Os clubes mais valiosos do mundo já movimentam cifras próximas às das maiores franquias esportivas dos Estados Unidos. O fenômeno vai além dos títulos conquistados e reflete uma transformação profunda no modelo de negócios do futebol global.

O exemplo mais emblemático é o Real Madrid, avaliado em US$ 9,5 bilhões, segundo levantamento da CNBC. O clube espanhol lidera o ranking e simboliza uma mudança que vem redefinindo a economia do esporte.

Mais do que equipes de futebol, os gigantes europeus passaram a operar como marcas globais capazes de gerar receitas bilionárias com mídia, patrocínios, estádios e produtos licenciados.

Por que o Real Madrid é o clube mais valioso do mundo

O Real Madrid ocupa o topo do ranking porque conseguiu transformar sua audiência global em uma poderosa máquina de geração de receitas.

A equipe registrou US$ 1,26 bilhão em receita na temporada 2024-25, uma das maiores marcas já alcançadas por um clube de futebol.

O desempenho foi sustentado por diferentes fontes de faturamento:

Direitos de transmissão
Patrocínios globais
Venda de produtos oficiais
Programas de hospitalidade
Eventos corporativos
Exploração comercial do estádio

O clube também alcançou US$ 642 milhões em receita comercial, recorde histórico para uma equipe de futebol.

Como os clubes mais valiosos do mundo ganham dinheiro

O ranking mostra que os gigantes do futebol construíram modelos de negócios muito mais diversificados do que no passado.

O Barcelona, avaliado em US$ 7,5 bilhões, registrou US$ 1,05 bilhão em receita, apoiado principalmente por suas operações comerciais e pelo alcance global da marca.

O Manchester United, terceiro colocado com US$ 7,2 bilhões, continua sendo uma das maiores potências financeiras do esporte graças à força de sua torcida internacional e à elevada arrecadação em dias de jogos.

Os clubes mais ricos compartilham características semelhantes:

Marcas reconhecidas globalmente
Base internacional de torcedores
Grandes contratos de patrocínio
Estádios com alta capacidade de monetização
Participação frequente em torneios continentais

Ranking dos clubes mais valiosos do mundo em 2026

Segundo a CNBC, estes são os 30 clubes mais valiosos do mundo:

Real Madrid (Espanha)US$ 9,5 bilhões
Barcelona (Espanha)US$ 7,5 bilhões
Manchester United (Inglaterra)US$ 7,2 bilhões
Liverpool (Inglaterra) — US$ 6,2 bilhões
Paris Saint-Germain (França) — US$ 5,8 bilhões
Bayern de Munique (Alemanha) — US$ 5,7 bilhões
Manchester City (Inglaterra) — US$ 5,5 bilhões
Arsenal (Inglaterra) — US$ 5,4 bilhões
Chelsea (Inglaterra) — US$ 4,2 bilhões
Tottenham (Inglaterra) — US$ 3 bilhões
Atlético de Madrid (Espanha) — US$ 2,95 bilhões
Juventus (Itália) — US$ 2,4 bilhões
Borussia Dortmund (Alemanha) — US$ 2,2 bilhões
Milan (Itália) — US$ 1,85 bilhão
Inter de Milão (Itália) — US$ 1,8 bilhão
Aston Villa (Inglaterra) — US$ 1,4 bilhão
Inter Miami (Estados Unidos) — US$ 1,35 bilhão
LAFC (Estados Unidos) — US$ 1,32 bilhão
Newcastle (Inglaterra) — US$ 1,25 bilhão
LA Galaxy (Estados Unidos) — US$ 1,08 bilhão
New York City FC (Estados Unidos) — US$ 1,02 bilhão
Atlanta United (Estados Unidos) — US$ 1 bilhão
Benfica (Portugal) — US$ 960 milhões
Roma (Itália) — US$ 940 milhões
Everton (Inglaterra) — US$ 930 milhões
Fulham (Inglaterra) — US$ 920 milhões
Brighton (Inglaterra) — US$ 910 milhões
Stuttgart (Alemanha) — US$ 880 milhões
Seattle Sounders (Estados Unidos) — US$ 860 milhões
Austin FC (Estados Unidos) — US$ 855 milhões

Real Madrid já se aproxima das gigantes da NFL

Embora o futebol ainda fique atrás das principais ligas americanas em valor médio das equipes, a distância vem diminuindo.

A NFL possui franquias avaliadas em média em US$ 7,65 bilhões, enquanto a NBA registra média de US$ 5,52 bilhões. No futebol, os 30 clubes mais valiosos alcançaram média de US$ 2,9 bilhões.

O dado mais simbólico está na geração de receitas.

O Real Madrid faturou US$ 1,26 bilhão, aproximando-se do nível alcançado pelo Dallas Cowboys, considerado uma das maiores potências financeiras do esporte mundial.

Essa aproximação ajuda a explicar por que investidores e fundos passaram a olhar o futebol com interesse crescente.

Estádios modernos impulsionam a nova corrida bilionária

Uma das tendências mais relevantes observadas no ranking é a importância da infraestrutura própria.

Clubes que controlam seus estádios conseguem ampliar receitas sem depender exclusivamente do calendário esportivo.

O Inter Miami, avaliado em US$ 1,35 bilhão, registrou o maior crescimento percentual da lista, com valorização de 60%. Além do impacto de Lionel Messi, o novo complexo esportivo da equipe ampliou significativamente o potencial de geração de receitas.

A tendência indica que o futebol global está migrando para um modelo em que estádio, marca e capacidade comercial possuem peso semelhante ao desempenho dentro de campo.

Nesse cenário, os clubes mais valiosos do mundo da lista da CNBC deixam de ser apenas equipes esportivas e passam a atuar como plataformas globais de mídia, entretenimento e negócios. É essa transformação que ajuda a explicar por que seus valuations continuam crescendo e por que o futebol se tornou uma das indústrias mais valiosas do planeta.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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