Mercado para títulos e financiamentos verdes cresceu 111%, nos primeiros meses de 2021

Se for considerado desde o primeiro título verde, emitido em 2015, o ano de 2021 já representa 48% de todas as emissões (em valor monetário), percentual que deve crescer até dezembro. 
(Foto: Divulgação/Pexels

O mercado de títulos e financiamentos verdes aumentou consideravelmente nos primeiros meses de 2021, e as projeções são de que eles continuem em ritmo acelerado. A emissão destes instrumentos no país atingiu S$ 11,19 bilhões. O valor já é 111% maior que os 12 meses de 2020, quando alcançou o recorde de emissões, com US$ 5,3 bilhões.

Se for considerado desde o primeiro título verde, emitido em 2015, o ano de 2021 já representa 48% de todas as emissões (em valor monetário), percentual que deve crescer até dezembro. 

Títulos verdes são títulos de renda fixa utilizados para captar recursos para implantar ou refinanciar projetos ou ativos que sejam positivos para o meio ambiente. No Brasil, estes recursos são utilizados principalmente nos setores de floresta, energia renovável e transporte, mas operações com outros setores, como o de resíduos, saneamento e edificações, já começam a aparecer de forma mais frequente.

Os bancos também fazem parte deste movimento. Bradesco, Itaú, BTG Pactual, BV, Banco ABC, Sicredi e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) já emitiram US$ 1,6 bilhão em green bonds.

A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) informa que tem estimulado as empresas para este mercado e lançou, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Guia para Emissão de Títulos Verdes no Brasil, em 2016.

O objetivo do guia é orientar as empresas interessadas no mercado de títulos de renda fixa no Brasil. A Federação planeja uma atualização do trabalho visando contemplar outros instrumentos, como títulos temáticos e operações de financiamento vinculadas a indicadores ESG. 

“O crescimento das operações de dívida com características de sustentabilidade no Brasil segue uma tendência que é global, mas também indica que aspectos ESG passam a ser mais valorizados por investidores e consumidores no país, o que é muito positivo”, disse Amaury Oliva, diretor de Sustentabilidade da Febraban.

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