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Endividamento e inadimplência dos fortalezenses apresentaram queda em janeiro

(Imagem ilustrativa)

A primeira Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza de 2022, realizada no bimestre janeiro/fevereiro, revela que 75,5% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.

O índice de endividamento veio -1,1 pontos percentuais abaixo do verificado no bimestre anterior, encerrado em dezembro, mas acima do verificado no mesmo período do ano passado (71,7%).

De acordo com o levantamento, a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso caiu -5,3 pontos percentuais, passando de 27,6% dos consumidores no bimestre novembro/dezembro, para 22,3% no atual período.

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Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,7%), os consumidores do estrato com idade acima dos 35 anos (25,1%) e da classe com renda familiar mensal abaixo de cinco salários mínimos (23,3%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o adiamento de pagamento, para uso dos recursos disponíveis em outras finalidades, citado por 58% dos entrevistados.

O segundo motivo mais citado é o desequilíbrio financeiro, com 40,8% das respostas, seguido da perda de prazo por esquecimento (6,5%) e da contestação das obrigações (4,8%).

O consumidor de Fortaleza está comprometendo, em média, 43,8% da renda familiar com o pagamento das dívidas – resultado 3,0 pontos percentuais superior ao registrado no bimestre encerrado em dezembro (40,8%).

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 83,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 17,3%; empréstimos pessoais, com 9,0%; carnês e crediários, com 4,6%; e cheque especial, com 1,5%.

A pesquisa mostra que são os gastos correntes os principais responsáveis pelo endividamento, com destaque para a compra de alimentos a prazo (citado por 58,9% dos consumidores entrevistados), o uso de crédito para pagamento de aluguel residencial (19,6%) e para a cobertura de despesas de saúde (12,2%) e educação (12,0%). O valor médio das dívidas é de R$ 1.712, com prazo médio de oito meses.

A pesquisa ainda revela que 73,4% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento.

Dos entrevistados, 15,4% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

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