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A sua empresa está lucrando o quanto você gostaria? – Por Luís Henrique Alencar

*Coluna por Luís Henrique Alencar, 26/05/2022

Acredito que a resposta para a pergunta tema da coluna de hoje, na sua grande maioria, deve ser não. Na sequência, uma outra pergunta: mas por quê? O estudioso William Edwards Deming, considerado o pai do controle de qualidade, disse: “não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia”. Na coluna de hoje vamos discutir sobre quais são as informações necessárias para que a pergunta sequência não aconteça, mas sim a resposta esteja na ponta da língua.

Já se compreende que a informação é a chave do sucesso de qualquer empresa. E no que diz respeito a financeiro é imprescindível ter a clareza sobre a visão das informações e ter um plano de contas bem definido, estruturado.

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Sobre a visão

Compreender que faturamento é diferente de recebimento parece óbvio, mas muito, ao analisar os números, comparam bananas com laranjas. Seguir a visão do regime de caixa é fundamental. Note que somente a visão do regime de caixa vai dar a precisão do quanto de lucro no bolso da empresa. Eu disse bolso, pois há uma outra visão, baseada no regime de competência, que dá a visão do lucro no papel. Desconsidere a hipótese de uma visão está certa e, por consequência, a outra errada. As duas formas estão corretas, mas dão visões diferentes.

Sobre o plano de contas

Aqui está, diria, uma das etapas mais importantes no processo de estruturação de um financeiro profissional. O plano de contas é a organização, a coleção dos dados. Ou seja, é com base nele que todos os relatórios serão extraídos, é com base em um bom plano de contas que as decisões são tomadas de forma segura e tempestiva. Saliento que não existe um plano de contas universal, por mais que tenham diversos na Internet. Costumo dizer que o plano de contas deve ser criado pensando nas informações que os tomadores de decisão necessitam. E devem ser acrescentadas novas contas a cada nova necessidade dos gestores.

Compreendendo a visão do caixa e com um plano de contas bem estruturado, voltamos a falar sobre lucro! O lucro é mensurado em um relatório chamado DRG – Demonstração do Resultado Gerencial (não esqueçamos que estamos abordando a visão de lucro no bolso). Na DRG é possível compreender as fases do lucro. Mas como assim fases do lucro? O lucro, como a maioria conhece, tecnicamente é chamado de lucro líquido, ou seja, é o que “sobrou”, é o resultado da empresa. Porém, para chegar no lucro líquido, existe duas outras fases tão importantes quanto que são: o lucro bruto e o lucro operacional.

O lucro bruto responde a seguinte pergunta: quanto a minha atividade fim (custos) está consumindo do lucro? É com esta resposta que os gestores, os tomadores de decisão, avaliam em qual etapa do processo produtivo está sendo consumido a maior parte dos recursos, o que deve ser feito para otimizar os processos com a finalidade de reduzir os gastos, nem que sejam os unitários aumentando a produtividade.

O lucro operacional responde a seguinte pergunta: quanto a minha atividade de vendas (despesas comerciais e de marketing) e minha administração (demais despesas) estão consumindo do lucro? É com essa resposta que os empreendedores repensam seu pró-labores, avaliam as demasiadas comemorações, avaliam a efetividade do time de vendas, da assessoria de marketing, etc.

A última fase, a do lucro líquido, sobre outras duas intervenções: resultado financeiro e resultado não operacional. O lucro líquido e o lucro operacional devem ter resultados próximos. Em isso não acontecendo, há grandes chances do foco da sua operação está mudando.

Avaliem e analisem os números de suas empresas considerando esses entendimentos. Sem dúvida, as percepções sobre gestão tomaram outros rumos. O lucro da sua empresa agradece!

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ENB

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