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Produção de arroz no RS deve registrar queda de 7,8% na safra 2022/2023, aponta Irga

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos do grupo de grãos, cereais e leguminosas e, somados, representam 92,9% da produção.

A estiagem e o fenômeno La Niña influenciam a redução, mas mercado interno segue abastecido.

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) estima uma diminuição de 7,8% na produção de arroz no Rio Grande do Sul para a safra 2022/2023, totalizando 7,1 milhões de toneladas. A queda é resultado da redução de 12% na área semeada e das perdas causadas pela estiagem, que atingiram 15.120 hectares.

A diretora técnica da autarquia, Flávia Miyuki Tomita, atribui a diminuição da produção à estiagem e ao fenômeno climático La Niña, que afetou a região pela terceira vez consecutiva, reduzindo a frequência e o volume de chuvas. A Metade Oeste do estado foi a mais impactada, incluindo as regiões orizícolas Central, Campanha e Fronteira Oeste, com a última sendo a mais prejudicada.

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Entre setembro e março, as chuvas e a umidade relativa do ar ficaram abaixo da média, enquanto a radiação solar e a temperatura permaneceram acima da média no estado. Esse cenário resultou em evaporação bem acima da média nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro.

Apesar das adversidades, algumas áreas apresentam alta produtividade, minimizando os efeitos climáticos nas regiões afetadas pela falta de água para irrigação. A semeadura no período recomendado, o aumento da área em rotação/sucessão de culturas e o uso de cultivares com alto potencial produtivo, como a IRGA 424 RI, plantada em 54% da área orizícola do estado, garantem a oferta para o mercado interno.

O presidente do Irga, Rodrigo Machado, destaca a qualificação e a evolução da lavoura gaúcha, fruto do trabalho dos produtores e da pesquisa e extensão desenvolvidas pelo instituto, para manter o abastecimento do mercado consumidor.

Fernando Osório, conselheiro e integrante da Comissão de Mercado do Irga, afirma que não há risco de desabastecimento. Segundo ele, a produção está próxima ao consumo, e as projeções de exportação e importação são equivalentes, mantendo o estoque de passagem estável e semelhante ao da safra anterior.

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