Airbnb volta às raízes e foca em aluguel de quartos para enfrentar inflação e regulamentações

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Foto: Andrea Davis/Pexels

O Airbnb, avaliado em mais de US$75 bilhões, quer voltar às origens e dar mais ênfase ao aluguel de quartos. Com menos pessoas dispostas a pagar pelo aluguel de imóveis inteiros e pressionada por uma série de regulamentações que restringem locações de curta temporada, a plataforma apresentou sua nova estratégia, chamada de “Airbnb Quartos”, junto com outras novas funcionalidades.

Embora já fosse possível alugar quartos individuais pela plataforma, o novo recurso traz uma abordagem diferenciada, com visualização no aplicativo que facilita alternar entre espaços inteiros e quartos. Além disso, informações sobre privacidade e o currículo do anfitrião terão maior destaque nessa categoria.

Segundo o CEO Brian Chesky, a ideia é estimular os hóspedes a considerarem essa opção na hora de viajar, principalmente por conta da inflação que tem aumentado significativamente o custo de vida em vários países. Chesky diz que as pessoas querem economizar dinheiro, e esta é uma das formas mais acessíveis de viajar.

Com um preço médio de US$67 por noite em 2022, o aluguel de um quarto privativo no Airbnb é muito mais acessível do que o valor de um espaço inteiro ou de alguns hotéis. No Brasil, a tarifa fica em torno de R$165.

Chesky também afirma que a ideia é resgatar a experiência de viajar “disfarçado de um morador local”, uma das raízes do Airbnb, mas admite que a estratégia também pode ajudar a enfrentar desafios regulatórios.

Nos últimos anos, a plataforma tem sido pressionada por cidades que aprovam leis que restringem aluguéis de curto prazo para casas e apartamentos. As regulamentações buscam enfrentar a alta no preço dos aluguéis, sob o argumento de que a preferência por se tornar um anfitrião no Airbnb tem limitado a oferta de moradia.

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Redação Economic News Brasil

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