Governo federal trabalha para convencer Estados a cortarem impostos para diminuir valor do carro zero quilômetro

Uma das frentes de trabalho da equipe econômica do governo federal para reaquecer o setor automotivo é diminuir o valor do carro zero quilômetros, que teve alta nos últimos anos, causadas pelos efeitos adversos da Pandemia do novo coronavírus. Atualmente, os valores mais baixos estão entre R$ 70 e R$ 80 mil. Dois veículos disputam o posto de mais em conta: o Fiat Mobi Like e o Renault Kwid, ambos com preços sugeridos, pelas respectivas montadoras, de R$ 68.990.

Uma das alternivas estudadas para baratear o preço final é a redução de tributos: o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da das margens de lucros das montadoras e concessionárias e do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (IMCS), que incidem diretamente na cadeia automobilística. Porém, o corte do ICMS depende da vontade dos governadores de seus estados em aceitar a diminuição de receitas.

Outra medida a ser anunciada é o subsídio de juros para o financiamento e prazos mais longos para as parcelas. A utilização de parte FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para ser uma espécie de “garantia” dada pelo comprador em caso de inadimplência também está em pauta. Segundo o jornal ‘O Estado de São Paulo’, o pacote completo deve ser revelado no próximo 25 de maio, Dia da Indústria.

O palco escolhido para o anúncio do projeto será a sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

A ideia de retomar a venda dos carros populares foi da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que sugeriu essa pauta em reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).

A tese foi abraçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em discursos proferidos em Brasília, afirmou que vai “fazer carros a preços mais compatíveis e aumentar as prestações”.

 

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