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“Daqui ninguém me tira”, diz presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, revelou, na quinta-feira, 25, que permanecerá à frente do Banco Central até a data estabelecida em seu mandato: dezembro de 2024.

O “fico” de Campos Neto foi anunciado durante entrevista à GloboNews, apesar da pressão de representantes do governal. O chefe do BC disse ainda que o ideal neste momento é que não haja mudanças na política de meta de inflação, hipótese cogitada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O cenário econômico atual, de incertezas, não são o momento ideal para realizar essa mudança.

“Mudanças na meta têm de ser feitas visando eficiência, não flexibilidade”, disse.

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“Em relação à meta contínua, fizemos estudo que mostrava alguma ineficiência de meta de ano-calendário”, completou.

A alteração nas políticas de meta de inflação são objeto de estudo realizados pela equipe do ministério da Fazenda. Os defensores da alteração pretendem adotar a meta de inflação contínua, cujo prazo é maior que o atual, de doze meses. Na avaliação de técnicos da pasta, os resultados práticos da política monetária aparecem, em média, somente depois de dezoito meses e o objetivo é fazer um alinhamento com esse período.

Na entrevista, Campos Neto avaliou os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15). A prévia para maio atingiu 0,51%, uma queda em relação em relação a abril, que foi de 0,57%, índices abaixos da média projetada pelo mercado, de 0,61%.

“Veio melhor, surpresa grande em vestuário e núcleo melhores”, disse Campos Neto. Mas ele destacou que a desinflação tem sido mais lenta que o esperado, mas que existem fatores positivos à frente, como a alimentação no atacado que está caindo.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula alta de 3,12% nos primeiros cinco meses de 2023. A inflação permanece dentro do teto da meta do Banco Central para 2023, de 4,75%.

Em relação ao projeto do novo arcabouço fiscal, aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira e encaminhado ao Senado, o presidente do BC informou que as novas regras não tem “relação mecânica” com a possibilidade da diminuição da taxa Selic, atualmente de 13,75% e objeto de críticas do governo federal.

 

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