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Governo do Rio de Janeiro busca solução para concessão do Aeroporto do Galeão

(Foto: Reprodução Galeão)

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, manifestou a expectativa de obter uma solução definitiva para a questão da gestão do Aeroporto do Galeão até a semana do dia 12 de junho.

A operadora do aeroporto, a Changi, solicitou ao governo, no dia 10 de maio, mais prazo para decidir se mantém interesse na concessão, devido às dificuldades enfrentadas com a queda no número de passageiros. Em evento sobre o setor elétrico no Rio, Castro destacou que já foi concedido tempo suficiente para a Changi tomar uma decisão final e que é chegada a hora de agir e tomar uma posição, sem ficar refém da operadora.

Apesar de o estado não ter ingerência sobre a concessão, que é de responsabilidade do Ministério dos Portos e Aeroportos, Castro tem buscado articular com o governo federal e a prefeitura do Rio para encontrar uma solução. As autoridades fluminenses buscam transferir parte do tráfego atualmente no Aeroporto Santos Dumont para o Galeão, alegando que este último precisa de mais conexões nacionais para atrair voos internacionais.

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Em 2022, o Galeão recebeu menos de 6 milhões de passageiros, enquanto o Santos Dumont registrou mais de 10 milhões. O governo já se comprometeu a reduzir esse número. O ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou no início desta semana que o governo federal pretende reduzir o fluxo de passageiros no Santos Dumont para aproximadamente 8,5 milhões em 2024, visando impulsionar o aeroporto internacional.

Castro propõe que o Santos Dumont opere apenas voos para São Paulo e Brasília, enquanto todos os outros destinos seriam transferidos para o aeroporto internacional. Ele ressaltou que não possui preferência quanto à solução para o Galeão, que poderia voltar a ser operado pela Infraero em caso de desistência da Changi. No entanto, destacou que a saída de uma empresa internacional poderia prejudicar a imagem do estado.

Em fevereiro de 2022, a RIOgaleão, controlada pela Changi, anunciou a intenção de devolver o controle do aeroporto, atribuindo a medida a dificuldades econômicas agravadas pela pandemia. Em novembro, a Changi assinou um termo aditivo para dar prosseguimento à devolução, indicando a “adesão irrevogável e irretratável à relicitação”, conforme apontado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) na época.

Com a troca de governo, o debate sobre o assunto ganhou novos contornos, com o interesse manifestado pela gestão Lula e pela própria empresa em costurar um acordo para a permanência da atual concessionária. Essa possibilidade está sendo analisada no TCU (Tribunal de Contas da União).

A concessão do Aeroporto do Galeão, realizada em 2013, está prevista para vigorar até 2039.

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