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Acordo entre Governo de São Paulo e Fipe para nova sede administrativa nos Campos Elíseos terá investimento de R$ 15,5 milhões

Tarcisio de Freitas ratifica privatização da Sabesp
Imagem:Divulgação

O governo do estado de São Paulo, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), firmou um acordo para a avaliação técnica da viabilidade de uma nova sede administrativa dos serviços estaduais na região do Palácio dos Campos Elíseos. O projeto está estimado em R$ 15,5 milhões e prevê a análise de questões urbanísticas e arquitetônicas, com duração de aproximadamente 29 meses.

A transferência da estrutura será realizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com previsão de conclusão em até oito anos. No entanto, o contrato estabelece um prazo de seis meses para a apresentação de um parecer sobre a viabilidade da proposta.

Projeto de Revitalização

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A mudança da sede faz parte de um conjunto de ações voltadas para a revitalização da região central da capital paulista, que enfrenta desafios relacionados à violência e à insegurança, como é o caso da Cracolândia e das áreas próximas, como as praças Princesa Isabel e República, e a Avenida Rio Branco. O objetivo é promover a recuperação de uma das regiões mais degradadas de São Paulo.

“A administração pública estadual está dispersa em 56 prédios e ocupa uma área de 807 mil m², quando nossa necessidade é de 300 mil m². Há ineficiência na ocupação do espaço e em termos de recursos. Com o apoio da Fipe, desenvolveremos um projeto que considere questões urbanísticas e arquitetônicas, para estabelecer uma esplanada sustentável, acessível e icônica no local. A transferência do poder público para o centro também trará segurança, movimentação de pessoas, hotéis, restaurantes e a retomada de atividades”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

O governador ressaltou que medidas relacionadas à habitação e saúde serão tomadas simultaneamente, a fim de intensificar o tratamento de dependentes químicos e reduzir a vulnerabilidade social na região.

O projeto prevê a construção de um complexo para abrigar as secretarias estaduais, além de centros comerciais e restaurantes destinados aos cerca de 24 mil funcionários públicos que atuam na administração estadual. Caso o estudo aponte a inviabilidade da proposta em relação aos benefícios esperados, como a revitalização da área, maior proximidade dos serviços públicos com a população e redução de custos operacionais e de manutenção, a Fipe receberá R$ 4 milhões pelo levantamento realizado.

A instalação do complexo administrativo na região  é um dos projetos qualificados no Programa de Parcerias de Investimentos de São Paulo (PPI-SP), que envolve um investimento total de R$ 180 bilhões, provenientes do setor privado e público, para concessões, privatizações e parcerias consideradas prioritárias pela atual administração.

A proposta de revitalização urbana da região inclui também a construção de habitações de médio padrão e interesse social no entorno do complexo administrativo, o que resultaria em um investimento de R$ 500 milhões na capital paulista.

“A preocupação imediata do governo é realizar uma intervenção humana para resgatar o centro de São Paulo e devolvê-lo à população. O próximo passo é um projeto de longo prazo, mas que pode ser a solução definitiva para revitalizar a região central: uma grande intervenção urbana que envolverá o Governo do Estado e o setor privado nesse objetivo”, resumiu Guilherme Afif Domingos, Secretário de Projetos Estratégicos do governo de São Paulo.

Caso o estudo confirme a viabilidade do projeto, será concretizado o retorno à região que já abrigou a residência do governador paulista. O Palácio dos Campos Elíseos, como é conhecido atualmente, foi projetado pelo arquiteto alemão Matheus Häusler, iniciado em 1890 e finalizado em 1899 para ser a residência do cafeicultor e político Elias Antônio Pacheco e Chaves.

Atualmente, a sede do governo, chamada de Palácio Bandeirantes, está localizada no bairro Morumbi, na zona sul da capital. Sua construção teve início em 1955, com o objetivo de abrigar a Universidade “Fundação Conde Francisco Matarazzo”, mas a obra foi interrompida e o poder público assumiu a continuidade do projeto. Em 19 de abril de 1964, a sede foi transferida para os Campos Elíseos, onde recebeu a denominação “Bandeirantes” em homenagem aos pioneiros que expandiram as fronteiras brasileiras.

O Palácio Bandeirantes abriga um acervo de obras de artistas renomados, como Portinari, Antonio Henrique, Djanira Motta e Silva, Aldemir Martins, entre outros. O local também conta com exposições, como o Salão dos Pratos e a Galeria Governadores.

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