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Líderes empresariais criticam manutenção da Taxa Selic e alertam para impactos negativos

Banco Central realiza cortes na Selic
Foto: Antônio Cruz/Banco Central

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Taxa Selic em 13,75% ao ano tem gerado críticas por parte de líderes empresariais de entidades ligadas ao setor produtivo. Essas organizações apontam os riscos de manter os juros em níveis elevados para a recuperação da economia.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em nota, classificou a decisão como “equivocada” e destacou que a Selic está desacelerando a inflação medida pelo IPCA, mas ainda se encontra acima do necessário, impondo riscos à produção e ao consumo. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmou que espera que o Copom inicie, na próxima reunião, o processo de redução da Selic, levando em consideração a continuidade da desaceleração da inflação.

A taxa de juros real, segundo a CNI, subiu de 8,1% ao ano para 9,2% ao ano entre as reuniões do Copom realizadas em maio e junho. Isso representa uma taxa de juros real 5,2 pontos percentuais acima da taxa de juros real neutra, que não estimula nem desestimula a atividade econômica. A entidade também ressaltou a queda na produção industrial em três dos quatro primeiros meses deste ano.

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O empresário Geldo Machado, presidente do Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil (Sinfac-CE, PI, MA e RN), também se manifestou contra a manutenção da taxa Selic. Ele destacou que essa decisão prejudica diretamente os empresários, principalmente os pequenos e médios negócios, que enfrentam dificuldades para obter crédito e investir. Machado ressaltou ao Economic News Brasil a importância de uma redução nos juros para estimular a economia e gerar empregos. Para ele, é fundamental que o Banco Central adote medidas que favoreçam o ambiente de negócios e contribuam para o crescimento sustentável das empresas.

A manutenção da Selic também foi criticada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), Sérgio Longen. Ele destacou que a taxa de juros está colocando em risco as empresas, que estão enfrentando dificuldades para pagar os juros elevados. Longen ressaltou que o Brasil tem a maior taxa de juros reais do mundo.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) considerou inadequada a decisão do Copom e enfatizou a importância de uma política monetária mais moderada, a aprovação do novo arcabouço fiscal e mudanças estruturais para garantir a recuperação econômica.

A decisão do Copom também foi questionada pela economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, e pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abraine), que destacaram os prejuízos para os setores produtivos.

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