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Empresa canadense planeja construir primeira mina subterrânea de diamantes no Brasil

Divulgação/Christie's

A Lipari, líder na produção de diamantes no Brasil, se prepara para uma segunda fase de operações no país. Pretendendo estender a vida útil do depósito que exploram desde 2016, a empresa planeja a construção da primeira mina subterrânea de diamantes em solo brasileiro. Projeções iniciais indicam que os túneis podem chegar a uma profundidade de 450 metros, com um investimento estimado em US$ 10 milhões.

A Lipari já fez história na indústria de diamantes do Brasil com o início da produção comercial na mina Braúna 3. Antes disso, o país não possuía uma mina de diamantes em escala industrial, como a estabelecida pela companhia no interior da Bahia.

Diferentemente das extrações superficiais, conhecidas como aluviões, os diamantes do projeto Braúna foram extraídos de kimberlitos, formações geológicas subterrâneas em formato de cone que trazem diamantes das profundezas para a superfície. A exploração de kimberlitos é preferida pelas mineradoras de diamantes por seu potencial de concentração de uma maior quantidade de pedras em comparação aos aluviões.

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Ao longo dos anos, a mina a céu aberto da Lipari, localizada em Nordestina, cidade rural do semiárido baiano, foi sendo aprofundada. Atualmente, os caminhões operam a uma profundidade de 250 metros, tornando-a uma das minas a céu aberto mais profundas do Brasil, de acordo com o geólogo canadense Kenneth Johnson, que lidera a empresa. Em seis anos de atividade, a Lipari afirma ter produzido 1,1 milhão de quilates de diamantes em Nordestina, na Bahia. Contudo, a mina agora atingiu seu limite.

Se a construção da mina subterrânea for realizada, será a primeira de escala industrial em três séculos de exploração de diamantes no Brasil. Adicionalmente, proporcionará mais três ou quatro anos de operação no depósito kimberlítico Braúna 3, o maior entre os 22 depósitos que a empresa possui em sua área na Bahia.

Desde o início de suas operações, a Lipari tornou-se uma das principais produtoras de diamantes do Brasil. Nos anos de 2017 e 2018, a empresa produziu 230,9 mil e 204,8 mil quilates respectivamente, enquanto a produção nacional legal foi de cerca de 250 mil quilates por ano. Em 2021, a Lipari produziu 134,9 mil quilates, ou seja, 94% da produção nacional total de 143 mil quilates naquele ano. De 2016 até o primeiro trimestre de 2023, a receita bruta da empresa com a produção e exportação de diamantes alcançou US$ 200,4 milhões.

Embora o Brasil não seja um produtor de grande volume no mercado global de diamantes, o país é reconhecido por suas raridades, como diamantes especiais e coloridos. Recentemente, um diamante rosa extraído em Minas Gerais em 2007 foi leiloado em Genebra e comprado por um colecionador asiático por US$ 28,8 milhões.

Os diamantes extraídos pela Lipari são cortados, lapidados e vendidos em importantes centros da indústria global de diamantes, como Antuérpia, Dubai e Índia. Informações adicionais sobre as proporções de exportação para cada um desses locais seriam úteis para fornecer uma visão mais completa da distribuição global da produção da empresa.

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