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Métricas ESG redefinem remuneração de executivos em bancos globais, aponta estudo

Agnes Blanco Querido, diretora-geral da operação da Morrow Sodali.

Nos cenários financeiros globais atuais, as métricas ESG passaram a ter um papel central na determinação da remuneração dos executivos. Um estudo recente conduzido pela consultoria de governança Morrow Sodali destaca essa mudança significativa que está ganhando impulso principalmente nas maiores instituições financeiras da Europa e dos Estados Unidos.

Com base em dados públicos até agosto de 2022, a pesquisa, intitulada “Governance of Sustainability in the Largest Global Banks”, analisou 30 dos maiores bancos globais, incluindo gigantes como Santander, Deutsche Bank, e JP Morgan. A análise sugere que essa tendência emergente pode ter repercussões significativas em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Segundo o estudo, uma grande porcentagem dos bancos já incorporou métricas ESG, enfocando principalmente iniciativas de sustentabilidade ambiental e social, em seus planos de remuneração variável. Notavelmente, os bancos europeus lideram essa iniciativa, com 95% adotando práticas de remuneração variável sustentável, comparado a 60% nos EUA.

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Agnes Blanco Querido (foto), diretora-geral da operação da Morrow Sodali no Brasil, destaca que esta mudança não é apenas uma tendência temporária. Ela sugere que os bancos brasileiros podem começar a ver uma incorporação mais profunda da sustentabilidade em suas estruturas hierárquicas, começando pelos níveis executivos mais altos.

O estudo também revela que uma grande porção das instituições já inclui métricas de sustentabilidade em seus Planos de Incentivo de Curto e Longo Prazo (STIPs e SLTIPs, respectivamente), com uma maior propensão para incluir essas métricas em ciclos anuais nos EUA.

No cenário mais amplo, as métricas ESG estão sendo vistas como vitais para a evolução dos negócios bancários. Recentemente, o International Sustainability Standards Board (ISSB) delineou normas que deverão guiar a divulgação de impactos ESG por empresas e bancos, uma diretriz que provavelmente será adotada por órgãos reguladores no Brasil.

Para discernir os aspectos vitais da sustentabilidade, a Morrow Sodali adotou uma abordagem de dupla materialidade, focando tanto no desempenho financeiro quanto no impacto sustentável das práticas bancárias. A análise identificou áreas-chave de foco, incluindo mudanças climáticas e iniciativas de inclusão e diversidade, sendo a mudança climática considerada um fator material primário por 93% dos bancos analisados.

Blanco Querido reitera que esta pesquisa ressalta uma conscientização crescente sobre os riscos e oportunidades associados à agenda ESG, e sinaliza uma transição para práticas de negócios mais transparentes e padronizadas, especialmente no que se refere a relatórios de sustentabilidade. Segundo ela, isso deve facilitar uma maior integração de considerações ESG em estratégias de negócios e avanços em governança corporativa.

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