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Aeroporto de Congonhas assume principais rotas domésticas

(Foto: Reprodução)

O aeroporto de Congonhas se destaca como líder das principais rotas domésticas do mercado aéreo brasileiro, um cenário que antes estava concentrado principalmente em Guarulhos.

Essa informação é resultado de um levantamento realizado pela Folha de S.Paulo com base em dados públicos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), considerando os cinco trechos domésticos com o maior fluxo de passageiros entre os sete primeiros meses de cada ano, no período de 2010 a 2023.

Congonhas já ocupava a primeira posição na lista anteriormente, graças à ponte aérea que liga o aeroporto ao Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o trecho mais movimentado do país. No entanto, em 2022, o terminal conquistou também a terceira e a quinta colocação com as rotas que atendem Porto Alegre e Brasília.

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A tendência de crescimento se mantém, pois, nos primeiros sete meses deste ano, Congonhas conquistou os quatro trechos domésticos com o maior volume de passageiros no país, com destaque para a rota Congonhas-Confins (MG).

O domínio de Congonhas coincide com sua recuperação após as restrições causadas pela pandemia de coronavírus. Embora o aeroporto tenha registrado uma queda mais acentuada no fluxo de passageiros em comparação com Guarulhos, está gradualmente recuperando seu movimento, embora ainda esteja abaixo dos níveis pré-pandêmicos de 2019.

Durante o período de isolamento social, a diferença entre o número de passageiros nos dois principais aeroportos de São Paulo atingiu o maior patamar já registrado. Nos primeiros sete meses de 2010, Congonhas teve apenas 700 mil passageiros a menos que Guarulhos, mas esse número aumentou para quase 6 milhões em 2021.

Desde março deste ano, Congonhas opera com uma capacidade de 44 pousos ou decolagens por hora, sendo 36 para a aviação comercial e 8 para a aviação geral, que inclui aeronaves de pequeno porte e jatos executivos. No geral, isso representa três movimentos a mais do que o limite anterior.

No último ano, durante a concessão de Congonhas à empresa espanhola Aena, associações de moradores intensificaram suas reclamações e sugeriram à Prefeitura de São Paulo a implementação de uma taxa de poluição sonora.

Entre janeiro e abril deste ano, o volume de passageiros ainda não havia alcançado os níveis de 2019. No entanto, essa situação se inverteu em maio, quando registrou cerca de 7,5 milhões de passageiros no mercado doméstico, aproximadamente 250 mil a mais do que no mesmo período de 2019. A vantagem continuou em junho, mas houve uma ligeira queda em julho, tradicionalmente impulsionada pelas férias.

No que diz respeito aos destinos internacionais, as perspectivas são mais cautelosas, e as companhias aéreas não planejam um retorno aos níveis pré-pandêmicos em um futuro próximo. Em julho, por exemplo, o número de passageiros transportados para fora do país foi de cerca de 1,8 milhão, abaixo dos 2,2 milhões registrados no mesmo mês em 2019.

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