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União Africana anuncia agência de recomendação de crédito

Foto: divulgação

A União Africana (UA) planeja o lançamento de uma agência de recomendação de crédito, programado para o próximo ano, visando corrigir o que o grupo considera classificações injustas atribuídas aos países africanos. Esta nova iniciativa é uma resposta às preocupações de que as atuais agências de avaliação não consideram devidamente os riscos associados a empréstimos na região.

A agência recém-criada terá sua base na África e oferecerá uma avaliação própria dos riscos envolvidos em empréstimos aos países do continente. Essa perspectiva local será um adicional crucial nas informações que os investidores consideram ao decidir investir em títulos africanos ou ao conceder empréstimos privados a esses países.

“Já temos um grande interesse do setor privado em apoiar a implementação disso”, afirma Misheck Mutize em entrevista a Reuters, principal especialista em suporte a países em agências de recomendação da União Africana. O lançamento está programado para 2024 e promete ser um marco importante no fortalecimento da independência financeira da África.

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Líderes de diversos países membros da União Africana, incluindo Gana, Senegal e Zâmbia, têm expressado insatisfação com as avaliações das “três grandes” agências de recomendação de risco – Moody’s, Fitch e S&P Global Ratings. Eles argumentam que essas agências não avaliam de maneira justa o risco de empréstimos aos países africanos e tendem a rebaixá-los mais rapidamente em situações de crise, como a pandemia.

Embora as três agências de recomendação neguem qualquer parcialidade e afirmem que suas classificações são consistentes em todos os continentes, a União Africana está determinada a criar um sistema mais equitativo e representativo.

Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento destacou a economia significativa que os países africanos poderiam alcançar, estimando em até US$ 74,5 bilhões, caso as classificações de crédito fossem baseadas em avaliações menos subjetivas e mais contextualizadas à realidade africana.

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