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A morte da verdade – Por F J Caminha

F.J. Caminha (Foto: Divulgação)

A famosa escritora judia Hanna Arendt descreve que o súdito ideal num governo totalitário não é o da direita nem o da esquerda, mas aquele que não sabe distinguir a realidade da ficção, ou seja, aquele que não sabe identificar a verdade da mentira.

Eu toda minha existência nunca vi tanta mentira divulgada em massa na campanha presidencial do ano passado. E o pior que essas fábricas de “fakenews” conseguem em muitos países interferir no resultado das eleições. Sem discernir a verdade da mentira uma legião de alucinados invadiram a sede dos três poderes no Distrito Federal na tentativa de um golpe de estado. Infantis achavam que as forças armadas ia intervir na democracia.
Um dos condenados pelo STF por esses crimes se pronunciou na defesa arrependido e disse que seguiu a multidão para impedir o comunismo no Brasil.

Campanha política é sempre uma guerra e vale tudo. Em qualquer tipo de conflito a primeira vítima sempre é a verdade. Seja no conflito entre Rússia e a Ucrânia , numa disputa política pelo poder ou em qualquer outra área que envolva interesses pessoais ou corporativos.

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A fenômeno da internet nos bombardeira de informações falsas nesse mundo virtual onde invadidos somos de publicidades fantasiosas de toda natureza desde de métodos para ficar rico, a tratamentos de saúde milagrosos, mentorias, cursos on-line e com um único objetivo de cooptar as ovelhas tolas para adquirir produtos virtuais com conteúdos ilusórios.

Recomendo a leitura de um livro clássico de George Orwell publicado 1949 e entitulado 1984, onde aborda como seria no futuro uma sociedade controlada pela opressão e pela propaganda política. É uma poderosa crítica ao poder de manipulação e uma advertência sobre os perigos da vigilância excessiva. Sem privacidade da cidadão tinha um monitor em casa que tudo via, ouvia e influenciava.

Recomendo também o filme “A Onda” de 1967 que demostra bem experiência social de um professor em um escola que mostra aos seus alunos o quão fácil é sermos manipulados pela força e o discurso das massas e nos comportarmos de forma autoritária sem sequer percebermos a ideologia que governa as nossas ações.

Portanto, concluo com essa frase para refletir: É mais fácil enganar uma pessoa do que convencer que ela está enganada.

*Opinião – Artigo Por F J Caminha.

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