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Renault aposta na eletrificação

A Renault, conhecida montadora de origem francesa, continua a avançar na eletrificação no Brasil com o lançamento de seu quarto veículo elétrico (VE), o Megane e-tech.
Foto: Divulgação

A Renault, montadora de origem francesa, continua a avançar na eletrificação no Brasil com o lançamento de seu quarto veículo elétrico (VE), o Megane e-tech. Esse movimento demonstra o compromisso da empresa com a eletrificação, apesar de reconhecer os desafios significativos no mercado brasileiro de VE.

A eletrificação de veículos no Brasil

Embora a eletrificação tenha ganhado tração na Europa, o cenário no Brasil é diferente. A força do etanol como um combustível de baixa emissão de carbono faz com que a transição para VE no Brasil seja mais demorada.

Ricardo Yuji Gondo, presidente da Renault do Brasil, observa que até 2040 metade das vendas globais ainda será composta por veículos com motores a combustão. E mesmo considerando a crescente adoção de veículos híbridos, como aqueles que funcionam com etanol e eletricidade. Nesse contexto, a Renault está desenvolvendo um motor híbrido flexível para o mercado brasileiro.

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Um dos principais desafios é o custo dos VE, devido principalmente ao alto custo das baterias. Portanto, a estratégia da Renault envolve segmentar o público de maior poder aquisitivo. Sendo assim, a ideia é oferecer modelos como o Megane, com preços a partir de R$ 279,9 mil.

A Renault acredita que, ao longo dos anos, os preços dos VE diminuirão. Logo, se tornarão mais acessíveis e competitivos em relação aos veículos com motores a combustão. Gondo prevê que, até o final da década, os carros a combustão terão preços mais altos devido a regulamentações mais rigorosas, tornando os VE uma opção mais econômica.

Além dos desafios de custo, a infraestrutura de carregamento de VE no Brasil também precisa de expansão significativa. Com cerca de 3 mil carregadores elétricos atualmente, estima-se que sejam necessários mais de 70 mil pontos de recarga até 2030 para atender à crescente demanda.

Descabornização na meta

A Renault está focada na descarbonização de frotas com modelos como o Kangoo e no atendimento de motoristas de aplicativos com o Kwid. Para expandir sua presença nesse segmento, a empresa estabeleceu uma parceria com a Localiza, adicionando 120 unidades do Kwid à frota da empresa de aluguel, atendendo principalmente motoristas de aplicativos.

Além dessas considerações, a Renault  enfatiza a importância de políticas públicas que incentivem a eletrificação no Brasil. É preciso incentivar as montadoras que investem no país, implementando impostas sobre a importação de VE. Nesse sentido, promovendo a fabricação local desses veículos se fortalece a indústria nacional. A expectativa é que regulamentações relacionadas a VE estejam incluídas na segunda fase do programa Rota 2030, que deve ser anunciado em breve.

Outra questão que preocupa as montadoras é a reforma tributária, especialmente no que diz respeito aos incentivos fiscais para empresas localizadas no Nordeste. A Renault e outras montadoras buscam igualdade de condições e isonomia no mercado, para que a competição seja justa.

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