Voos ‘low cost’: rotas para Europa quase desaparecem no Brasil

low cost voos
(Foto: Marcelo Solis/Pexels).

O mercado de aviação ‘low cost’ tem enfrentado uma série de desafios no Brasil. O segmento, que antes oferecia diversas rotas para a Europa, agora se concentra mais na América Latina, influenciado por fatores econômicos como alta nos custos de combustível, insegurança jurídica e elevação de juros.

As empresas do tipo ‘low cost’ são caracterizadas por oferecerem passagens aéreas a preços reduzidos, por meio da venda separada de serviços adicionais. Isso significa que itens como despacho de bagagens e lanches durante o voo não estão inclusos no preço da passagem, sendo cobrados à parte.

Reconfiguração do mercado ‘low cost’

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indica que apenas cinco empresas aéreas ‘low cost’ estão ativas no Brasil atualmente. Essas companhias, majoritariamente de origem internacional, têm redirecionado suas operações para destinos latino-americanos. Atualmente, Air Europa é a única companhia a manter rotas para a Europa, conectando cidades brasileiras a Madri.

As outras quatro companhias são Arajet, Flybondi, Sky Airline e JetSmart. As mesmas, realizam voos para Argentina, Chile, Uruguai, Peru e República Dominicana

A Anac projeta que, ainda neste ano, a Sky Airline iniciará quatro novas rotas: de Confins, em Minas Gerais, para Santiago, de Brasília para Santiago, e do Rio de Janeiro para Lima e para Montevidéu.

Impacto da pandemia no setor

A pandemia de COVID-19 acarretou em mudanças significativas para o segmento ‘low cost’, com algumas empresas como Condor e Norwegian encerrando operações no Brasil.

As operações da Condor, interligavam os aeroportos de Recife e Fortaleza com Frankfurt e Munique, na Alemanha. O término dos serviços da Condor no Brasil espelha as adversidades enfrentadas pelos principais aeroportos do Nordeste – Fortaleza, Recife e Salvador. Estes aeroportos ainda lidam com uma quantidade limitada de rotas internacionais, um resquício dos desafios impostos pela pandemia, e estão se recuperando mais devagar que os aeroportos do centro-sul do país.

Ao mesmo tempo, a Norwegian, outra companhia aérea econômica, também escolheu sair do Brasil. De acordo com a Anac, a empresa norueguesa interrompeu suas viagens entre o Galeão, no Rio de Janeiro, e o aeroporto de Gatwick, em Londres, durante o mesmo período da pandemia.

Novas rotas e expansões planejadas

Empresas como a Sky Airline anunciaram planos para novas rotas ligando cidades brasileiras a destinos na América Latina. A Arajet, recentemente inaugurada no mercado brasileiro, experimentou um crescimento expressivo e planeja aumentar sua oferta de voos. Essas mudanças refletem uma adaptação estratégica ao novo cenário do mercado.

Um segmento em adaptação

As empresas ‘low cost’ no Brasil continuam a enfrentar desafios econômicos, mas mostram capacidade de adaptação a um novo cenário econômico e geográfico. A reconfiguração de rotas e a exploração de novos mercados são indicativos de um segmento em constante evolução. Ainda que o foco atual seja a América Latina, as companhias não descartam a possibilidade de futuras expansões, tanto para novos destinos internacionais quanto para rotas internas no Brasil.

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