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Impacto inflacionário: Argentina alcança maior taxa em 30 anos

Bandeira da Argentina
Bandeira da Argentina (Angelica Reyes/Unsplash)

O índice anual de inflação na Argentina atingiu 254,2% no último mês, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos. Portanto, é o maior valor em 12 meses desde 1991, indicando uma persistente pressão inflacionária no país.

Aumentos nos setores de bens e serviços, transporte e comunicação impulsionaram a inflação. Embora o índice de janeiro represente uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando a inflação mensal atingiu 25,5%, especialistas alertam que os aumentos ainda persistem.

Hernán Letcher, diretor do Centro de Economia Política Argentina, observa que a diminuição na taxa de inflação é um fator secundário diante dos persistentes aumentos de preços no país. Ele ressalta que a dinâmica inflacionária em janeiro se assemelha à de dezembro. Além disso, destaca os efeitos da desvalorização do peso em relação ao dólar e do fim de controles de preços.

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Martín Kalos, economista e diretor da EPyCA Consultores, afirma que a redução da inflação para 20% após atingir 25,5% no mês anterior não representa um mérito significativo. Ele enfatiza que a desaceleração precisa ocorrer de forma mais acentuada nos próximos meses para sinalizar uma tendência positiva.

Perspectivas futuras e desafios

Os economistas preveem mais impactos nos próximos índices de inflação devido aos aumentos previstos, como nos setores de energia e transporte público. Além disso, a eliminação dos controles de preços em diversos setores, estabelecida pelo governo Milei em dezembro, tem contribuído para aumentos substanciais em serviços como planos de saúde.

Kalos destaca a disparidade entre os aumentos de preços e a estagnação dos salários, o que sugere um cenário desafiador para os meses seguintes. A incerteza persiste quanto à possibilidade de uma queda na inflação ou se os índices permanecerão elevados nos próximos meses.

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