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Chocolates Pan é vendida por R$ 3,1 milhões em leilão

Chocolates Pan é vendida por R$ 3,1 milhões em leilão
(Foto: Reprodução/Pan).

A venda da marca Chocolates Pan encerrou um capítulo na indústria de doces brasileira. A marca, conhecida por seus produtos como cigarrinhos de chocolate, foi arrematada por R$ 3,1 milhões pela empresa Real Solar, sediada em Goianinha, Rio Grande do Norte. Este evento ocorreu após a falência da Pan, decretada no final de fevereiro de 2023, e o subsequente leilão de seus ativos.

O leilão atraiu a atenção de diversos investidores, com 25 ofertas feitas por 12 empresas interessadas nas 37 marcas pertencentes à Chocolates Pan. O processo de venda foi administrado pela Positivo Leilões, que também gerenciou a venda da fábrica e dos equipamentos para a Cacau Show em outubro de 2023, por R$ 71 milhões.

A falência da Chocolates Pan, uma empresa com 85 anos de história, gerou preocupações sobre o futuro da marca e de seus empregados. No entanto, a venda da marca é vista como uma oportunidade para renovação. O administrador judicial da falência, Fábio Rodrigues Garcia, expressou otimismo com a venda, afirmando que o valor arrecadado ajudará a quitar dívidas com credores e funcionários, além de possibilitar que a marca Pan retorne ao mercado sob nova direção.

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O interesse pela marca Chocolates Pan, mesmo em um cenário de falência, destaca o potencial de mercado. A Real Solar, agora detentora dos direitos sobre a marca, tem a oportunidade de revitalizá-la.

Erick Teles, leiloeiro oficial responsável pela venda, enfatizou a natureza competitiva do leilão e o interesse dos licitantes em aproveitar o potencial da marca. A expectativa é que, sob a gestão da Real Solar, a Chocolates Pan possa experimentar um renascimento.

A proibição dos cigarrinhos de chocolate

Na década de 1990, os cigarrinhos de chocolate da Chocolates Pan enfrentaram restrições impostas pelo Ministério da Saúde, reflexo da luta contra o tabagismo. Esses doces, populares desde 1941, passaram por uma transformação forçada em seu nome e conceito, de “cigarrinhos” para “rolinhos de chocolate”, até serem eventualmente descontinuados. Esta medida foi tomada em um contexto de crescente consciência sobre os malefícios do tabaco.

Antes da legislação contra o tabagismo e os alertas do Ministério da Saúde, fumar era visto como uma atividade glamourosa, especialmente nas décadas de 1950 e 1960. A Pan, capitalizando sobre essa percepção, lançou os cigarrinhos de chocolate para que crianças pudessem imitar os adultos, uma decisão que, na época, parecia inofensiva.

A embalagem dos cigarrinhos de chocolate trazia até a imagem de um menino simulando o ato de fumar, reforçando a associação com o tabagismo. Essa representação visual, que também foi alterada junto ao nome do produto nos anos 90, refletia uma época em que a imitação do ato de fumar por crianças não era amplamente questionada. No entanto, essa percepção mudou drasticamente com o aumento do conhecimento sobre os riscos do tabaco.

O Ministério da Saúde interveio, preocupado com a possibilidade de os cigarrinhos de chocolate incentivarem as crianças a fumarem ao crescerem, considerando o ato de fumar como algo positivo. Essa preocupação levou à proibição da imagem do garoto fumando na embalagem e à mudança na descrição do produto, fundamentada na proteção da saúde e bem-estar infantil.

Essas ações foram amparadas por dispositivos legais importantes, como a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei Nº 8.069/1990. Eles visam proteger os menores de influências nocivas e impedir que brincadeiras potencialmente perigosas, como fingir fumar, se convertam em hábitos prejudiciais no futuro.

O governo, por meio da Portaria Nº 490/1988 do Ministério da Saúde, já havia começado a restringir a propaganda de tabaco, exigindo advertências sobre os perigos do fumo em todas as publicidades. Essa estratégia incluiu a mensagem impactante: “O Ministério da Saúde adverte: crianças começam a fumar ao verem adultos fumando”, parte da Portaria Nº 695/1999, ressaltando a influência negativa do exemplo dos adultos sobre os jovens.

 

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