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Nenhum país garante igualdade de gênero no trabalho

igualdade de gênero no trabalho
(Foto: Yan Krukau/Pexels).

Não existe um único país no mundo onde as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens na área do trabalho. Esta foi a conclusão de um novo relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (4), antecedendo o Dia Internacional da Mulher. A análise mostra que a diferença de gênero no mercado de trabalho é mais profunda do que se pensava anteriormente, sugerindo que a redução dessa lacuna poderia impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em mais de 20%.

O comunicado do Banco Mundial revela que as mulheres possuem menos de dois terços dos direitos dos homens quando consideradas as diferenças legais, incluindo aspectos como violência e cuidados infantis. “Nenhum país oferece oportunidades iguais para as mulheres, inclusive as economias mais avançadas”, informa o banco.

Este estudo marca a primeira vez que o Banco Mundial compara as reformas legais com os resultados práticos para as mulheres em 190 economias globais. A conclusão é que existe uma “lacuna chocante” na implementação de políticas voltadas para a igualdade de gênero. O relatório destaca que, embora existam leis para proteger aproximadamente dois terços dos direitos das mulheres, em média, os países implementaram menos de 40% dos sistemas necessários para garantir a efetivação dessas leis.

Por exemplo, 98 economias têm leis que garantem igualdade salarial para mulheres e homens no mesmo cargo, mas apenas 35 economias adotaram políticas de transparência salarial ou mecanismos de fiscalização para combater as disparidades de salário.

Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, afirmou que a eliminação das barreiras legais e práticas contra as mulheres no trabalho poderia dobrar a taxa de crescimento global na próxima década, destacando o potencial econômico subutilizado das mulheres.

O relatório também aponta para áreas específicas onde a disparidade de gênero é mais acentuada, como segurança e cuidados infantis. Apenas um terço das proteções legais necessárias contra violência doméstica, assédio sexual, casamento infantil, e feminicídio está disponível para as mulheres. Além disso, a responsabilidade desproporcional dos cuidados infantis sobre as mulheres limita sua participação no mercado de trabalho.

O Banco Mundial sugere que melhorar o acesso a serviços de cuidados infantis e implementar políticas de suporte aos pais podem aumentar a participação feminina na força de trabalho.

Outros obstáculos incluem a exclusão das mulheres de melhores oportunidades econômicas, como contratos públicos, e a desigualdade nos benefícios de aposentadoria. Tea Trumbic, principal autora do relatório, aponta que a participação reduzida das mulheres no trabalho não é apenas injusta, mas também representa um desperdício econômico.

Este relatório do Banco Mundial reforça a necessidade urgente de ações globais para fechar a lacuna de gênero no mercado de trabalho, destacando a importância de igualdade de oportunidades para o desenvolvimento econômico sustentável.

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