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Produção de cana de açúcar terá queda no centro-sul, diz Datagro

cana de açúcar
(Foto: Alexandre Saraiva Carniato/Pexels)

A safra 24/25 de cana-de-açúcar no Brasil, mais especificamente as da região centro-sul, enfrentará desafios, conforme projeções da consultoria Datagro. A produção de açúcar está prevista para recuar 4,8%, totalizando 40,45 milhões de toneladas, uma consequência direta da redução na moagem de cana, influenciada por condições climáticas adversas.

Desafios climáticos e impacto na produção

A moagem de cana para a próxima temporada é estimada em 592 milhões de toneladas, uma queda de 9,8% em relação ao ciclo anterior, que beneficiou de condições climáticas ideais. O presidente da Datagro, Plinio Nastari, destacou a previsão climática desfavorável para os próximos meses, com chuvas insuficientes afetando a maior parte dos estados produtores no centro-sul. “Nenhum Estado terá chuvas acima do normal (nos próximos três meses)”, afirmou Nastari, ao apresentar seus números no evento Santander Datagro, em Ribeirão Preto.

Previsões regionais e produtividade

Apenas Mato Grosso e Goiás podem esperar chuvas próximas do normal em março, enquanto para abril, as expectativas de precipitação normal se limitam ao Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Com isso, a produtividade agrícola da cana na região centro-sul deve cair para 78,8 toneladas por hectare, contra 88,3 t/ha na temporada passada, mesmo com um leve aumento na área plantada.

Efeitos no mercado de Etanol

Além do açúcar, a produção de etanol também sentirá o impacto, com uma redução estimada de 9,3%, atingindo 30,42 bilhões de litros. A Datagro prevê um aumento na proporção de cana destinada à produção de açúcar, refletindo a maior rentabilidade do adoçante em comparação ao etanol. No entanto, a produção de etanol de milho deve continuar crescendo, projetada para aumentar 16% e alcançar 7,12 bilhões de litros.

As projeções da Datagro para a safra 24/25 evidenciam os desafios que o setor sucroenergético enfrenta devido às variações climáticas. A queda na produção de açúcar e etanol destaca a necessidade de estratégias resilientes e adaptativas para superar os impactos ambientais adversos e garantir a sustentabilidade e rentabilidade do setor no longo prazo.

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