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Crescem cargos e salários no RH, revela estudo de Stanford

Crescem cargos e salários no RH, revela estudo de Stanford
(Foto: Christina/Unsplash).

A pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, que examinou documentos da SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), encontrou um avanço no reconhecimento dos líderes de Recursos Humanos (RH) em grandes empresas dos EUA. Este avanço se traduziu não apenas em aumentos salariais, mas também na elevação de cargos com o título “chief”, que em inglês significa “chefe” ou “principal”, indicando uma posição de alta liderança dentro das organizações.

As novas demandas como o trabalho remoto, a diversidade e inclusão, e os impactos da pandemia global são algumas das situações enfrentadas que contribuíram para o aumento da valorização dos cargos de RH. Segundo a análise, os diretores de RH agora ganham 70% do que seus pares de vice-presidências e diretorias ganhavam em 1992, reduzindo a disparidade salarial.

Dentro do índice S&P 1500, a presença de executivos de RH entre os cinco mais bem remunerados aumentou de 0,5% para 13% em 2022. Destacam-se Laura Fennell da Intuit, com uma compensação de US$ 13,2 milhões, e Nikki Krishnamurthy da Uber, com US$ 7,2 milhões.

Nicholas Bloom e Mert Akan, da Universidade de Stanford, notaram também a transição de executivos de diferentes áreas para o RH, evidenciando a busca por uma gestão de pessoas mais estratégica.

A crescente complexidade e importância do capital humano tem incentivado CEOs a dar mais valor aos cargos de RH, optando por profissionais com experiências diversificadas. Isso é exemplificado por Mary Barra da General Motors, que ocupou um cargo de RH antes de se tornar CEO.

Larry Emond, da Modern Executive Solutions, destaca que cerca de um terço dos atuais CHROs não iniciaram suas carreiras em RH, mostrando a tendência de trazer líderes com experiências variadas para o setor.

Atualmente, a remuneração anual para executivos de RH nas grandes empresas americanas inicia em US$ 1 milhão, refletindo a alta estima por esses profissionais. Adicionalmente, as responsabilidades desses líderes expandiram-se para abranger áreas como marketing e compliance, reforçando seu papel estratégico nas empresas.

A pesquisa da Equilar indica que, entre os líderes de RH mais bem pagos, a remuneração média é de US$ 7,1 milhões, com alguns também responsáveis pela comunicação, área jurídica e transformações corporativas.

Bloom considera que o fortalecimento do setor de RH pode levar esses profissionais a se tornarem candidatos a CEO no futuro, sublinhando a crescente importância do RH nas estruturas corporativas.

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