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Bayer CropScience enfrenta desafios e aposta em tecnologia para o agro

Expectativas mistas para 2024 com foco em adaptação

Bayer Cropscience divide desafios e expectativas para 2024. (Imagem: Divulgação/Bayer)
Bayer Cropscience divide desafios e expectativas para 2024. (Imagem: Divulgação/Bayer)

Há um ano, Maurício Rodrigues, CEO da Bayer CropScience na América Latina, projetava, em entrevista ao Valor, um período desafiador para a empresa e o setor agrícola. Na época, ele destacou que a empresa deveria crescer de forma mais tímida, considerando que 2022 foi um ano “extraordinário” para a Bayer.

Resultados de 2023

Em 2023, a divisão CropScience da Bayer teve uma queda nas vendas, frustrando as expectativas dos gestores. As vendas globais somaram 23,2 bilhões de euros, uma baixa de 3,7% em relação a 2022. Na América Latina, as receitas do segmento caíram ainda mais, atingindo 7,1 bilhões de euros, uma redução de 4,9% frente a 2022.

Globalmente, 2023 foi um ano difícil para a alemã Bayer, com um resultado negativo de 2,9 bilhões de euros. As vendas totais do grupo atingiram 47,6 bilhões de euros, uma queda de 1,2% em relação ao ano anterior. A empresa enfrenta inúmeros desafios, incluindo a possível perda de exclusividade em patentes de medicamentos essenciais, alto endividamento e litígios relacionados ao herbicida Roundup.

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Adaptação e tecnologia

Para superar esses desafios, a Bayer CropScience está focando em tecnologia e práticas sustentáveis. A Fazenda Estância, por exemplo, utiliza a plataforma de agricultura digital Climate FieldView e integra o programa PRO Carbono da Bayer desde 2021. De tal modo, essas iniciativas têm trazido mais estabilidade na produção e resiliência no campo.

A Fazenda Estância, localizada em Pirassununga (SP), mostrou estabilidade na produção, mesmo diante das instabilidades climáticas dos últimos anos. A adoção de práticas de agricultura regenerativa, como rotação de cultura e análises frequentes de solo, ajudou a fazenda a colher cerca de 25% a mais que a média de Pirassununga entre 2020 e 2022. A taxa de replantio na safra 2023/2024 foi de apenas 3% da área plantada, menor que a média local.

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Além disso, a divisão agrícola da Bayer registrou vendas de 7,9 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2024, uma baixa de 3% em relação ao mesmo período de 2023. Segundo a empresa, caíram as vendas de herbicidas não baseados em glifosato e de fungicidas na Europa, Oriente Médio e África. Na América Latina, as vendas somaram 1,1 bilhão de euros, 8,2% menor que no mesmo trimestre de 2023.

Expectativas para 2024

Agora, Rodrigues adota uma postura otimista, mas cautelosa para 2024. Ele prevê retomar um pequeno crescimento neste ano, apesar dos desafios climáticos e econômicos. Rodrigues destaca que a adaptação e a proximidade com os clientes serão cruciais para enfrentar as intempéries do mercado agrícola.

Nesse sentido, a seca causada pelo El Niño afetou a safra atual, principalmente no Centro-Oeste do Brasil. Além disso, a tragédia no Sul trouxe desafios climáticos adicionais, complicando ainda mais o cenário para os agricultores.

Entretanto, a projeção para a safra de soja é de 50 milhões de toneladas, mais que o dobro da safra anterior. Rodrigues ressalta que é difícil prever os efeitos de La Niña, preferindo uma postura conservadora e preparada para qualquer cenário.

Ajustes e novos nomes

Em janeiro, a Bayer nomeou Márcio Santos como CEO da operação brasileira, substituindo Malu Nachreiner. Santos, com mais de 20 anos de experiência na indústria de defensivos e sementes, é considerado um especialista em crises. Além disso, ele já atuou na Monsanto e acompanhou de perto um dos períodos mais desafiadores da empresa no mercado brasileiro.

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