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Nômades digitais: por que países estão disputando esses profissionais

Estratégia visa atrair talentos globais

Nômades digitais: por que países estão disputando esses profissionais
(Foto: Oleksandr P/Pexels).

Governos ao redor do mundo estão introduzindo vistos para nômades digitais. Essa medida busca atrair profissionais que operam remotamente, respondendo ao aumento do desejo por flexibilidade no trabalho pós-pandemia. Esses vistos permitem que indivíduos morem em um país enquanto trabalham remotamente para empresas em outras localidades.

O termo nômade digital muitas vezes evoca imagens de freelancers em locais exóticos. No entanto, esses profissionais são apenas uma parte dos que se beneficiam dessas políticas migratórias. Desde o início da pandemia, o número de trabalhadores remotos corporativos disparou, levando os países a competirem pelo aporte desses talentos. Gonçalo Hall, CEO da NomadX, destaca que governos desenvolvem comunidades para nômades digitais não apenas para freelancers, mas também para profissionais corporativos que desejam se estabelecer permanentemente.

 

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Nos Estados Unidos, o total de nômades digitais atingiu 17,3 milhões em 2023, com 6,6 milhões sendo autônomos, segundo a MBO Partners. Esses trabalhadores não apenas evitam tirar empregos dos locais, mas também contribuem para as economias dos países anfitriões.

Expansão europeia e global dos vistos

Na Europa, Itália, Portugal, Estônia, Grécia, Malta e Espanha lideram na introdução desses vistos. Pallas Mudist, da agência governamental Enterprise Estônia, menciona que o objetivo é atrair não só empreendedores e freelancers, mas também trabalhadores assalariados remotos. Esses trabalhadores representam um benefício econômico, pois gastam localmente sem sobrecarregar os serviços públicos.

Além da Europa, países como Brasil, Barbados, Cabo Verde, Costa Rica, Ilhas Maurício e Emirados Árabes Unidos também adotaram programas semelhantes. Daida Hadzic, especialista em impostos de mobilidade global na KPMG, aponta que os vistos visam rejuvenescer a força de trabalho e atrair habilidades que podem contribuir a longo prazo.

Steve King, pesquisador da MBO Partners, ressalta que muitos países veem os nômades digitais como “turistas turbinados” que impulsionam a economia sem ocupar empregos locais. Ainda assim, enfrentam desafios com as leis tributárias, que não foram adaptadas para a mobilidade da força de trabalho remota.

Futuro dos vistos

Em resposta a esses desafios, o Comitê Econômico e Social Europeu sugeriu em fevereiro que a tributação dos funcionários remotos deve ocorrer no país de residência do empregador, com uma partilha das receitas com o país de residência do trabalhador. Especialistas, como Grant Wardell-Johnson, líder global de política tributária da KPMG International, alertam que o trabalho remoto pode impactar a base tributária dos países, especialmente aqueles que dependem dos impostos sobre salários.

A tendência dos vistos para nômades digitais reflete uma estratégia global onde países buscam não só atrair turistas, mas também talentos profissionais que podem contribuir de forma sustentável e de longo prazo para a economia local.

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