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R$ 11,1 bi: superávit primário de abril fica abaixo de expectativas

Abril registra superávit primário de R$ 11,1 bi, 31,7% inferior ao de 2023

R$ 11,1 bi: superávit primário de abril fica abaixo de expectativas
(Foto: Daniel Dan/Unsplash).

Em abril, o Governo Federal alcançou um superávit primário de R$ 11,1 bilhões. O Tesouro Nacional divulgou este número. Este valor é 31,7% menor que o superávit de R$ 15,6 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior.

As expectativas eram maiores, segundo a pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda. Esta previa um superávit de R$ 18,3 bilhões. Desde o início do ano até abril, o superávit acumulado foi de R$ 30,6 bilhões. Este valor é inferior aos R$ 46,8 bilhões do período correspondente em 2023.

Definição e impacto do superávit primário

O superávit primário ocorre quando as receitas excedem as despesas antes de pagar os juros da dívida. Se acontecer o contrário, ocorre um déficit primário.

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O relatório do Tesouro indica que, enquanto Tesouro Nacional e Banco Central tiveram superávit de R$ 41,4 bilhões, a Previdência Social (RGPS) teve déficit de R$ 30,3 bilhões.

O resultado de abril decorre do aumento de 8,4% na receita líquida e de 12,4% nas despesas totais. A receita atingiu R$ 191,279 bilhões e as despesas, R$ 180,197 bilhões.

Fatores de crescimento da receita

Diversos fatores impulsionaram a receita de abril. A arrecadação da Cofins e do PIS/Pasep aumentou em R$ 9,6 bilhões e R$ 2 bilhões, respectivamente. O IPI subiu R$ 1,7 bilhão, principalmente pela redução das compensações tributárias. Ainda, o imposto de importação cresceu R$ 1,3 bilhão, refletindo mais importações e variações cambiais. O RGPS viu um aumento de R$ 3 bilhões em receita, impulsionado por salários maiores e mais empregos formais.

A queda de R$ 1,5 bilhão em Concessões e Permissões contrastou com o crescimento, já que, em 2023, houve ganhos significativos de novas concessões de aeroportos.

 

Detalhes do aumento de despesas

Por fim, o governo apontou que o aumento nas despesas se deveu principalmente a R$ 11,7 bilhões extras em pagamentos de benefícios previdenciários. Esta mudança, portanto, se deu pela antecipação do pagamento do 13º salário do INSS. Também houve aumentos de R$ 1,5 bilhão em benefícios de prestação continuada e de R$ 1,4 bilhão em despesas com pessoal. As despesas discricionárias subiram R$ 2,2 bilhões.

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