O industrial Ricardo Cavalcante foi nomeados nesta semana como membro titular do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Condel/Sudene), como representante nacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A escolha coloca o presidente da Federação das Industrias do Estado do Estado do Ceará (FIEC) em um colegiado com influência sobre prioridades econômicas regionais.
O empresário Carlos Henrique de Oliveira Passos exercerá a função de suplente. A nomeação dá à indústria cearense presença formal em uma mesa formada por governo, setor produtivo, trabalhadores, Banco do Nordeste e Sudene.
O impacto prático está no alcance do Condel. O conselho participa de deliberações ligadas ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e ao Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), instrumentos que afetam crédito, investimentos e projetos produtivos.
Até a próxima terça-feira (19/5), Ricardo Cavalcante ocupa a presidência interina da CNI, em substituição a Antônio Ricardo Alban, que cumpre missão internacional.
Ricardo Cavalcante Sudene dá à FIEC assento em decisão regional
A entrada do presidente do Sistema FIEC no Condel leva a pauta além de uma nomeação institucional. O cargo aproxima a entidade cearense de decisões que afetam financiamento, infraestrutura econômica e prioridades produtivas no Nordeste.
O Condel é o órgão superior de deliberação da Sudene. Sua composição reúne interesses públicos e privados em torno da política regional, o que torna cada assento relevante para a disputa por recursos, projetos e prioridades econômicas.
A cadeira ocupada por Cavalcante representa a CNI, não apenas a FIEC. Ainda assim, o fato amplia a presença do Ceará em uma instância nacional com efeito direto sobre a agenda econômica nordestina.
Condel da Sudene reúne fundos, governos e setor produtivo
O Condel da Sudene funciona como uma instância de deliberação regional. Suas decisões alcançam instrumentos de financiamento e diretrizes que podem afetar empresas, cadeias produtivas e programas voltados ao desenvolvimento do Nordeste.
Entre os atores ligados ao funcionamento do conselho estão:
- Sudene, responsável pela política de desenvolvimento regional;
- CNI, representante da indústria nacional;
- Banco do Nordeste, executor de linhas de financiamento;
- governos estaduais, interessados em prioridades territoriais;
- representações empresariais e de trabalhadores, com demandas setoriais.
Essa composição explica o peso da nomeação. O setor industrial passa a participar da mesa onde políticas públicas, crédito produtivo e interesses regionais se encontram antes de chegar ao investimento real.



