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WeWork aprova plano de recuperação e projeta lucro em 2025

Reestruturação elimina US$ 4 bilhões em dívidas

WeWork
(Imagem: divulgação/WeWork)

Na última quinta-feira (30), a WeWork recebeu a aprovação judicial para o plano de recuperação. A decisão foi tomada pelo juiz John Sherwood, do Tribunal de Falências dos Estados Unidos em Newark, Nova Jersey. O plano permitirá que a empresa, agora menor e privada, retome as operações no setor de espaços compartilhados para escritórios.

A aprovação do plano permitirá que a Yardi Systems, empresa de software imobiliário, controle a WeWork, assumindo 60% da companhia em troca de um financiamento de US$ 450 milhões. O plano do Chapter 11 converterá este aporte em participação acionária. A reestruturação permitirá à WeWork eliminar US$ 4 bilhões em dívidas e reduzir as despesas futuras com aluguéis em mais da metade.

Redução de Custos

Em setembro, a WeWork iniciou uma reestruturação mundial de aluguéis. A empresa comunicou aos proprietários a necessidade de ajustar a carteira de aluguéis inflexíveis e de alto custo. Assim, até abril, a empresa havia modificado os aluguéis de 170 espaços e abandonado mais de 160, resultando em uma economia anual de mais de US$ 800 milhões. Após a recuperação judicial, a WeWork espera manter 337 endereços, com 178 localizados em 38 cidades nos EUA e Canadá.

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David Tolley, CEO da WeWork desde maio de 2023, expressou confiança de que a empresa sairá da recuperação judicial sem dívidas e com uma estrutura de custos mais eficiente. Ele projeta que a WeWork alcançará lucro líquido em 2025 pela primeira vez desde a fundação em 2010. Contudo, Adam Neumann, ex-CEO e fundador da WeWork, alegou que o plano é irrealista e criticou essas projeções.

Reações do Mercado

Grandes investidores, como o SoftBank, e gestoras de ativos, como Brigade, King Street e BlackRock, não apoiaram a tentativa de Adam Neumann de recuperar o controle da WeWork. Pelo plano aprovado, o SoftBank e outros bancos manterão participações minoritárias na empresa.

A renegociação de aluguéis enfrentou resistência de muitos proprietários, mas, no final, um número importante deles apoiou a nova estratégia da WeWork. David Tolley observou que o mercado de imóveis comerciais está em um ciclo de baixa, mas espera uma recuperação futura.

Com a aprovação do plano de recuperação judicial, a WeWork se prepara para reestruturar as operações, reduzir as dívidas e despesas, e buscar lucratividade em 2025. Por fim, o sucesso do plano depende da renegociação dos aluguéis e do apoio contínuo dos proprietários.

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