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França tem classificação de dívida soberana rebaixada pela S&P

S&P questiona cumprimento de meta fiscal francesa

França tem classificação de dívida soberana rebaixada pela S&P
(Foto: Rodrigo Kugnharski/Unsplash).

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings, nesta sexta-feira (31), reduziu a nota da dívida soberana da França de “AA” para “AA-“, apontando o agravamento da situação orçamental da França. Este foi o primeiro rebaixamento desde 2013.

A decisão da S&P se baseia na previsão de aumento da dívida pública francesa em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) para o período de 2023 a 2027. Segundo a agência, os déficits esperados para esses anos serão maiores do que as estimativas anteriores.

Em março deste ano, o governo francês reportou um déficit público de 5,5% do PIB para 2023, acima dos 4,9% projetados anteriormente. A S&P critica a capacidade do governo francês de reduzir o déficit para menos de 3% do PIB até 2027, conforme exigido pela Comissão Europeia, antecipando que o déficit pode atingir 3,5% em 2027 sem intervenções adicionais.

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O ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, afirmou em entrevista ao Le Parisien que o governo alcançará as metas fiscais. Ele atribuiu o fato da França ter sido rebaixada a medidas que, segundo ele, ajudaram a salvar a economia francesa. “Nossa estratégia permanece focada na reindustrialização, na busca pelo pleno emprego e na manutenção de um déficit abaixo de 3% para 2027”, explicou Le Maire.

Historicamente, a França mantinha uma classificação na S&P comparável às de Bélgica e Reino Unido. No entanto, em 2012, a S&P retirou da França a classificação “AAA”, a máxima possível, uma classificação que hoje apenas poucos países detêm, como Alemanha e Austrália.

As outras duas principais agências de classificação de risco, Moody’s e Fitch, mantiveram suas avaliações da França em abril deste ano. Moody’s posicionou a França em “Aa2”, equivalente ao “AA” da S&P, enquanto Fitch manteve o país em “AA-“, um nível abaixo.

Consequências do rebaixamento para a França

Um rebaixamento como este pode levar a uma perda de confiança por parte dos investidores, resultando em custos mais elevados de serviço da dívida. O governo do presidente Emmanuel Macron prevê que, em 2027, os pagamentos de juros alcancem € 72,3 bilhões (aproximadamente R$ 411 bilhões). Este é um aumento elevado em comparação aos € 36,3 bilhões (cerca de R$ 206,3 bilhões) de 2022. Este valor é consideravelmente maior que o orçamento nacional destinado à Educação.

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