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Fortuna e disputas: entenda trajetória de Anita Herley, sócia da Pernambucanas

Descubra a trajetória e os desafios de Anita Herley

Anita Herley: trajetória discreta e disputa por fortuna da acionista das Lojas Pernambucanas. (Foto: Divulgação/MegaJurídico)
Anita Herley: trajetória discreta e disputa por fortuna da acionista das Lojas Pernambucanas. (Foto: Divulgação/MegaJurídico)

Anita Louise Regina Herley, de 76 anos, é uma figura central nas Lojas Pernambucanas e enfrenta uma série de batalhas judiciais pela sua fortuna desde 2016.

Naquele ano, a vida de Anita Herley foi abruptamente interrompida por um AVC que a deixou em coma. Este evento inesperado não só abalou a estrutura da empresa, como também desencadeou uma série de batalhas legais e emocionais entre aqueles que desejavam controlar seu império. A ausência de um testamento claro deixou um vácuo de poder, criando um terreno fértil para disputas e alianças instáveis.

A trajetória de Anita Herley

Anita é bisneta do sueco Herman Lundgren, fundador das Casas Pernambucanas, uma empresa de varejo que comercializa produtos de cama, mesa, banho e decoração em todo o Brasil. A organização, com mais de 115 anos de história, opera em 340 cidades, distribuídas por 15 estados e no Distrito Federal, com mais de 500 lojas e cerca de 14 mil colaboradores.

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Nos anos 70, as Casas Pernambucanas atingiram o auge, operando mais de 1.000 lojas e gerando um faturamento de 1 bilhão de dólares por ano. No entanto, disputas entre herdeiros nos anos seguintes reduziram a rede a 238 lojas, com um faturamento de 675 milhões de dólares e um prejuízo de 12,5 milhões. Um rigoroso programa de reestruturação reverteu a situação, trazendo novamente o faturamento para o patamar de 1 bilhão de dólares em três anos, registrando um lucro de 19 milhões de dólares.

O controle das Lojas Pernambucanas

Anita Herley manteve um firme controle sobre a empresa, conhecida por seu temperamento forte e personalidade enigmática. Solteira e sem filhos, Anita vivia em um hotel no centro de São Paulo, onde também mantinha um escritório. Sua gestão discreta, porém eficaz, garantiu que a Pernambucanas permanecesse competitiva no mercado.

Apesar da participação de outros membros da família e de executivos na empresa, Anita detinha o poder real. A discrição sempre foi uma marca registrada de sua gestão, focada em resultados concretos e sustentáveis, evitando os holofotes.

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Disputas judiciais e a fortuna

A empresária detém 48% das ações de uma das holdings da Pernambucanas, sendo a maior acionista individual do grupo, com um patrimônio avaliado em R$ 2 bilhões. Em 2022, Anita ocupava a 199ª posição na lista dos bilionários brasileiros da Forbes, com um patrimônio de R$ 1,6 bilhão.

Desde 2016, a disputa pelo controle da fortuna de Anita envolveu diversas batalhas legais. Sônia Soares, que viveu com Anita por 20 anos, teve seu pedido de união estável aceito, fortalecendo sua posição na batalha. Arthur Soares Miceli, filho biológico de Sônia e filho socioafetivo de Anita, atua como curador de Anita. Cristine Rodrigues, assessora pessoal de Anita, também apresentou um pedido de união estável, complicando ainda mais a disputa.

Desafios e sucessão empresarial

A crise desencadeada pelo coma de Anita revelou a fragilidade da sucessão empresarial na ausência de um plano bem definido. Para uma empresa do porte das Pernambucanas, essa incerteza pode ter consequências devastadoras, afetando desde a moral dos funcionários até a confiança dos investidores e clientes.

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