Grupo chinês movimentou R$ 6 bi em esquema global, aponta PF

Grupo chinês é investigado por esquema de R$ 6 bi no Brasil e R$ 120 bi no mundo. Operação PF bloqueia R$ 10 bilhões em bens.
Fachada da Polícia Federal com jornalistas.
(Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) desmantelou, nesta terça-feira (26), um esquema financeiro internacional ligado a um grupo chinês. Batizada de “Operação Tai-Pan”, a investigação revelou uma rede que movimentou bilhões de reais no Brasil e em outros 15 países nos últimos cinco anos. Só em 2024, o montante superou R$ 800 milhões.

A operação contou com a participação de cerca de 200 policiais federais, que cumpriram 16 mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão em diferentes estados brasileiros e no exterior. Entre os envolvidos, foram identificados policiais civis, militares, gerentes bancários e contadores que facilitaram a logística financeira do esquema.

Detalhes do esquema operado pelo grupo chinês

Conforme as investigações iniciadas em 2022, o grupo chinês gerenciava um sistema bancário paralelo e ilegal, usado para transações internacionais de grande escala. A maior parte dos valores era destinada à China, embora operações também tenham sido detectadas em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Itália, Hong Kong e outros.

Os documentos analisados pela PF indicam que o volume total movimentado pelo grupo chinês pode ultrapassar R$ 120 bilhões, envolvendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. O esquema permitia, de forma clandestina, a ocultação de capitais, lavagem de dinheiro, envio e recebimento de remessas internacionais. A rede também atendia grupos criminosos envolvidos com tráfico de drogas, contrabando e outros delitos.

A PF destacou que o sistema ilegal era acessível a qualquer pessoa que buscasse esconder ou transferir grandes somas de dinheiro, independentemente da origem dos recursos.

Medidas judiciais e apreensões

Como parte da operação, a Justiça Federal bloqueou mais de R$ 10 bilhões em bens e valores pertencentes aos investigados, abrangendo mais de 200 empresas. As ações de busca e apreensão ocorreram em cidades como São Paulo, Campinas, Brasília e Fortaleza, além de localidades internacionais.

Consequências e desdobramentos

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica. A PF segue apurando possíveis conexões do grupo com outras redes criminosas. Especialistas apontam que esse caso reforça a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de regulação e fiscalização financeira no Brasil e no exterior.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

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