Rússia desmantela rede de call centers que aplicava golpes no Brasil e mais 50 países

A operação russa desmantelou call centers que aplicavam golpes em mais de 100 mil vítimas em 50 países, incluindo o Brasil.
call centers que aplicavam golpes
Call centers que aplicavam golpes no Brasil e mundo todo são desarticulados (Imagem: Designed by Freepik)

A operação do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) revelou a desarticulação de uma rede internacional de call centers que aplicavam golpes, responsável por prejudicar mais de 100 mil pessoas em 50 países, incluindo o Brasil. O esquema, que operava sob o disfarce de transações de investimentos, gerava um lucro ilícito diário de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 6,05 milhões). Esse caso de fraude não apenas afetou a economia de várias nações, mas também envolveu políticos e empresários de diversos países.

Como operava o esquema de call centers que aplicavam golpes

A rede criminosa operou em diferentes partes da Rússia, onde usaram call centers para atrair vítimas com promessas de investimentos de alto rendimento. Entre os países afetados estavam o Reino Unido, Canadá, Japão, Índia e diversas nações da União Europeia, além do Brasil.

O grupo fraudulento, por outro lado, utilizava técnicas sofisticadas, como telefonemas e mensagens online, para convencer os alvos a investirem grandes quantias de dinheiro, prometendo retornos rápidos e garantidos.

Principais envolvidos e o ex-ministro da Defesa da Geórgia

De acordo com o FSB, as autoridades russas identificaram o ex-ministro da Defesa da Geórgia, David Kazerashvili, como um dos principais beneficiários do esquema. Kazerashvili, que foi ministro entre 2006 e 2008, as autoridades russas o procuraram e o envolveram em um processo judicial por fraude. O esquema gerava cerca de US$ 1 milhão por dia, sendo usado para beneficiar políticos e empresários corruptos.

Prisões e o impacto das fraudes financeiras dos call centers que aplicavam golpes

Até o momento, a polícia prendeu 11 pessoas envolvidas nos call centers fraudulentos. As investigações continuam, e dois dos chefes do esquema, cidadãos de Israel, Geórgia e Ucrânia, estão foragidos. As autoridades russas se comprometem a rastrear todos os envolvidos para garantir que a justiça seja feita. Além das implicações financeiras, as fraudes também afetaram a estabilidade política de algumas nações.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

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