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Por que GPA teve um prejuízo tão grande no 4T24?

Com prejuízo do GPA chegando a R$ 1,1 bi, ajustes estruturais e provisões pesaram no balanço. Ações recuam 6,69% após divulgação.
O prejuízo da GPA cresceu no 4T24, superando R$ 1 bi. Mesmo com receita maior, mercado reagiu negativamente e ações despencaram.
(Imagem: divulgação/GPA)

O GPA (PCAR3) divulgou nesta terça-feira (18) o balanço financeiro do quarto trimestre de 2024. A empresa teve prejuízo líquido consolidado de R$ 1,1 bilhão, bem acima da perda de R$ 303 milhões registrada no mesmo período de 2023. O resultado foi impactado por temas estruturantes e excepcionais, que pesaram sobre as contas da companhia.

Efeito de ajustes estruturais e provisões

A empresa explicou que fatores estruturantes somaram um impacto negativo de R$ 385 milhões, sendo R$ 272 milhões nas operações continuadas e R$ 113 milhões nas descontinuadas. Além disso, provisões tributárias e trabalhistas resultaram em um impacto de R$ 503 milhões, contribuindo no prejuízo bilionário do GPA.

O efeito caixa desses temas está concentrado, principalmente, nos parcelamentos de acordos tributários e nos gastos com rescisões no projeto de reestruturação administrativa“, informou o GPA. A empresa projeta economizar cerca de R$100 milhões em 2025 com essas medidas.

O GPA também teve um prejuízo no terceiro trimestre?

No terceiro trimestre de 2024, o GPA registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 311 milhões. Apesar do resultado negativo, na época, houve uma melhora em relação à perda de R$ 1,295 bilhão registrada no 3T23.

A melhora no prejuízo ocorreu devido à ausência de efeitos não recorrentes, como reversão de prejuízos da Cnova e correção monetária de créditos fiscais, que impactaram positivamente o resultado do ano anterior.

O Ebitda ajustado do 3T24 foi de R$ 399 milhões, marcando uma queda de 64,7% em relação ao Ebitda de R$ 1,13 bilhão do 3T23. A margem Ebitda ajustada caiu para 8,9%, comparada aos 25,8% do terceiro trimestre do ano passado, refletindo os desafios da empresa para manter a rentabilidade.

Apesar do prejuízo, o GPA teve um crescimento da receita e desempenho operacional

No quarto trimestre, o GPA apurou crescimento de 6,9% na receita líquida, totalizando R$ 5,22 bilhões. O Ebitda ajustado consolidado subiu 25,4%, alcançando R$ 498 milhões, com a margem avançando 1,4 ponto percentual, para 9,5%.

As vendas em mesmas lojas aumentaram 9,6%, com destaque para o Pão de Açúcar (+10,2%) e Extra Mercado (+10,3%). O e-commerce também avançou 16,2%, representando 12,2% do faturamento total.

Já no terceiro trimestre, a receita líquida foi de R$ 4,494 bilhões, um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2023. O lucro bruto subiu 7,2%, para R$ 1,244 bilhão, garantindo uma margem de 27,7%.

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Investimentos e expansão de lojas

Durante o quarto trimestre, o GPA investiu R$ 178 milhões em expansão, reformas, tecnologia e logística, acima dos R$164 milhões do ano anterior.

Foram abertas 29 lojas no período, sendo 14 Minuto Pão de Açúcar, 12 Mini Extra e 3 Pão de Açúcar Fresh. No acumulado do ano, foram 60 novas unidades, com foco no formato de proximidade.

Redução da dívida e impacto na alavancagem

A dívida líquida do GPA caiu R$ 911 milhões ao longo de 2024, encerrando o ano em R$ 1,3 bilhão evitando um prejuízo maior. A empresa atribuiu a redução à venda de ativos não essenciais e à oferta pública de ações, que juntas somaram R$ 1,8 bilhão.

Com isso, a alavancagem financeira caiu de 5 vezes o Ebitda em 2023 para 1,6 vez no fim de 2024. As despesas financeiras também recuaram 7,7% devido à menor dívida bruta e à redução na taxa de juros.

Prejuízo do GPA: mercado reage e ações caem

Apesar da melhoria operacional e da revisão do portfólio, o que não causou um prejuízo maior ao GPA, o JPMorgan rebaixou a recomendação da ação PCAR3 de “underweight” para “underweight” (exposição abaixo da média, equivalente à venda), citando desafios na geração de caixa. Como resultado, os papéis do GPA caíram 6,69% nesta terça-feira (18), fechando a R$2,93.

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