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Ilha reivindicada pelo Brasil pode ampliar soberania e acesso a minerais estratégicos

Ilha reivindicada pelo Brasil pode ser reconhecida pela ONU como parte do território nacional. Área abriga terras raras e está no centro de disputas geopolíticas e ambientais no Atlântico Sul.
Formação geológica submersa na ilha reivindicada pelo Brasil
Formação rochosa da Elevação do Rio Grande, área da ilha reivindicada pelo Brasil junto à ONU. (Foto: Reprodução/Agência Fapesp)
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A ilha reivindicada pelo Brasil, conhecida como Elevação do Rio Grande, voltou ao centro das discussões geopolíticas e científicas. Localizada no Atlântico Sul, a área submersa está a cerca de 5 mil metros de profundidade e possui uma extensão territorial maior que a da França. O governo brasileiro formalizou em fevereiro, junto à Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas (ONU), o pedido para que a formação passe a integrar oficialmente a plataforma continental brasileira, com base nas regras da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM).

Estudos da Universidade de São Paulo (USP) apontam que a composição geológica da Elevação do Rio Grande é semelhante à do solo do interior do Brasil. Essa evidência reforça o argumento de que a formação é uma extensão natural do continente, condição necessária para que o Brasil possa exercer soberania plena sobre os recursos do leito marinho, incluindo minerais estratégicos.

Exploração da ilha reivindicada pelo Brasil pode garantir acesso a minerais críticos

Atualmente, a ilha reivindicada pelo Brasil está localizada em zona internacional, sem domínio formal de qualquer país. Se a solicitação brasileira for aprovada, o país passará a ter exclusividade na exploração de recursos naturais da área, especialmente as terras raras — insumos essenciais para turbinas eólicas, baterias de veículos elétricos, equipamentos médicos e sistemas militares.

Embora o Brasil detenha a segunda maior reserva mundial de terras raras, ainda enfrenta gargalos na industrialização e no beneficiamento dos minerais. Mesmo assim, projetos em andamento em Minas Gerais e Goiás indicam avanços concretos no setor. Com isso, o controle da ilha reivindicada pelo Brasil pode ampliar a presença nacional no mercado global de minerais importantes para a transição energética.

O que são terras raras?

Terras raras são 17 elementos químicos usados em tecnologias avançadas, como baterias, turbinas e equipamentos médicos. Apesar do nome, não são escassos, mas sua extração e processamento são complexos.

🌍 O domínio sobre esses minerais garante vantagens estratégicas em setores como energia limpa, mobilidade elétrica e defesa. Atualmente, a China lidera a produção mundial.

🇧🇷 O Brasil possui a segunda maior reserva global, mas ainda depende de avanços tecnológicos para dominar a cadeia produtiva.

Amazônia Azul e vigilância sobre a Elevação do Rio Grande

A região está inserida na chamada Amazônia Azul, faixa estratégica da costa brasileira que abriga parte significativa da biodiversidade marinha e do potencial mineral submerso do país. A Marinha do Brasil já atua na área com foco em segurança marítima, proteção territorial e vigilância contra possíveis interferências estrangeiras.

Além disso, os esforços de pesquisa científica continuam. A USP lidera estudos sobre a fauna, flora e geologia da região, etapa indispensável antes de qualquer iniciativa de mineração em águas profundas. Mesmo que haja potencial econômico expressivo, qualquer atividade dependerá de licenciamento prévio do Ibama e de avaliações rigorosas de impacto ambiental.

A ilha com minerais raros que pode ampliar a zona econômica do Brasil

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Rumo a uma nova fronteira estratégica para o Brasil

Com o avanço do processo na ONU, a ilha reivindicada pelo Brasil pode se tornar símbolo de uma nova fronteira geopolítica e econômica. O reconhecimento da continuidade geológica permitirá ao país ampliar sua zona econômica exclusiva, fortalecendo sua posição na agenda internacional de sustentabilidade energética, exploração de minerais estratégicos e protagonismo científico nos oceanos.

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