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OceanGate Submarino Desaparecido: Alertas de Segurança Ignorados?

OceanGate enfrenta escrutínio após o desaparecimento de seu submarino, Titan. David Lochridge, ex-diretor de operações marítimas, alertou sobre problemas de “controle de qualidade e segurança”. Além disso, dois outros ex-funcionários levantaram questões sobre a espessura do casco do submarino.

Lochridge trabalhou para a OceanGate de 2015 a 2018. Em 2018, ele e sua esposa foram processados ​​pela empresa, acusados de divulgar informações confidenciais e se apropriar de segredos comerciais. Lochridge afirma que foi demitido injustamente por levantar preocupações de segurança.

Ele foi encarregado de inspecionar o submersível e destacou que não haviam sido feitos testes críticos no casco do Titan. A ação judicial terminou em novembro de 2018 com os termos do acordo não revelados.

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Documentos contraditórios de um laboratório de pesquisa lançam dúvidas sobre os testes e a engenharia utilizados no desenvolvimento do submarino.

Outro ex-funcionário, que permanece anônimo, confirmou preocupações semelhantes sobre a espessura e adesão do casco do Titan. Ele afirmou que os engenheiros da empresa recomendaram um casco com cerca de 17 centímetros de espessura, mas foi construído com pouco mais de 12 centímetros.

Houve relatos de materiais inflamáveis e problemas com a janela do submarino, que Lochridge afirma só poderia suportar pressões de até 1,3 mil metros, enquanto o passeio turístico pretendia alcançar 3,8 mil metros.

O CEO da OceanGate, Stockton Rush, supostamente evitou responder a perguntas e ficou na defensiva quando as preocupações foram levantadas.

Esta história levanta questões sérias sobre a segurança dos passageiros e as práticas da empresa no desenvolvimento de submarinos. À medida que a investigação continua, permanece a questão de saber se os avisos de segurança foram adequadamente tratados.

Os passageiros que embarcaram no submarino da OceanGate podem não ter sido informados sobre os potenciais riscos e a falta de testes críticos no casco do veículo. Documentos obtidos indicam que materiais inflamáveis perigosos estavam sendo usados dentro do submersível.

A janela do submarino também apresentou um risco significativo. De acordo com Lochridge, a janela só poderia suportar pressões de até 1,3 mil metros de profundidade. No entanto, o objetivo do passeio turístico era levar os passageiros a 3,8 mil metros de profundidade, onde estão os destroços do Titanic.

A revista americana The New Republic revelou que documentos judiciais obtidos em 2018 mostravam que Lochridge havia alertado que os passageiros poderiam estar em perigo se o veículo fosse submetido a pressões mais profundas.

O caso levanta preocupações sobre a transparência e responsabilidade das empresas envolvidas em turismo de aventura e exploração subaquática.

Enquanto isso, as famílias dos passageiros desaparecidos esperam ansiosamente por notícias e esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu.

O setor de turismo subaquático, que tem crescido rapidamente, pode ter que enfrentar mudanças regulatórias e aumento da supervisão para garantir a segurança dos passageiros no futuro.

O incidente com o submarino Titan da OceanGate serve como um lembrete da importância de práticas rigorosas de segurança e transparência nas operações e testes de equipamentos.

Especialistas em segurança marítima acreditam que é essencial que a indústria adote padrões mais elevados e que as autoridades apliquem regulamentações rigorosas para proteger não só os passageiros, mas também a integridade dos ecossistemas marinhos.

As atenções agora estão voltadas para as investigações em andamento e o impacto potencial que este incidente pode ter na indústria de turismo subaquático.

A OceanGate ainda não se pronunciou publicamente sobre as alegações e o status de suas operações de submarino permanece incerto.

Submarino que leva turistas para ver o Titanic — Foto: Divulgação/OceanGate Expeditions

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