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Produção da indústria: pesquisa do IBGE aponta queda em 6 dos 15 estados analisados

A produção industrial em setembro caiu 0,4% em relação a agosto, segundo o IBGE, com retração em seis dos quinze locais pesquisados. O resultado expôs forte contraste regional: enquanto o Amazonas (+9,0%), o Espírito Santo (+4,6%) e o Rio Grande do Sul (+4,8%) impulsionaram a média nacional, estados como Paraná (-6,9%), Bahia (-4,7%) e Rio de Janeiro (-4,3%) puxaram o índice para baixo. Na comparação anual, a indústria cresceu 2,0%, sustentada por polos extrativos e energéticos, mas ainda enfrenta perda de ritmo nas regiões de base manufatureira.
Indústrias do Amazonas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul lideraram os avanços da produção nacional em setembro, segundo o IBGE.
Produção industrial em setembro mostra queda nacional e contrastes regionais, segundo IBGE. (Imagem: Freepik)

A produção da indústria em setembro caiu 0,4% frente a agosto de 2025, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra retração em seis dos quinze locais pesquisados, destacando o Paraná (-6,9%), a Bahia (-4,7%) e o Rio de Janeiro (-4,3%) entre as maiores quedas do mês.

Em contrapartida, Amazonas (+9,0%), Rio Grande do Sul (+4,8%) e Espírito Santo (+4,6%) lideraram os ganhos, revelando fortes contrastes regionais na atividade industrial brasileira.

No recorte trimestral, a média móvel da indústria nacional subiu 0,1%, reforçando um ritmo de recuperação ainda irregular. O indicador positivo ocorreu após dois meses de avanço e foi impulsionado, sobretudo, pelos estados com base extrativa, como Espírito Santo e Rio Grande do Sul, ambos com crescimento acima de 2% no período.

Produção da indústria em setembro ressalta desempenho desigual entre regiões

A variação da atividade industrial em setembro evidenciou um mosaico de resultados regionais que destaca a influência da estrutura produtiva de cada estado:

  • Norte: o Amazonas recuperou a perda acumulada de 8,3% entre julho e agosto, e o Pará (-1,4%) ainda reflete oscilações na produção mineral.
  • Nordeste: a Bahia recuou 4,7%, revertendo o avanço de agosto; Ceará (+2,9%) e Pernambuco (+2,8%) mostraram bom desempenho, enquanto a região como um todo ficou levemente negativa (-0,1%).
  • Sudeste: o contraste é marcante — Espírito Santo (+4,6%) cresce há três meses consecutivos, mas São Paulo (-0,4%) e Rio de Janeiro (-4,3%) pesam sobre o resultado nacional.
  • Sul: o Rio Grande do Sul (+4,8%) mantém trajetória de expansão, mas o Paraná (-6,9%) teve o pior desempenho do país.

Esses resultados de setembro revelam que o avanço da produção da indústria está cada vez mais associado às cadeias extrativas, enquanto polos de manufatura tradicional enfrentam instabilidade e demanda enfraquecida.

Avanço anual e dinâmica acumulada

Na comparação com setembro de 2024, a produção da indústria cresceu 2,0%, com 14 dos 18 locais pesquisados em alta. O destaque veio do Espírito Santo (+19,2%), Rio Grande do Norte (+19,0%) e Rio Grande do Sul (+10,6%).

  • Frente a setembro de 2024, a indústria nacional cresceu 2,0%, com resultados positivos em 14 dos 18 locais pesquisados.
  • Destaques: Espírito Santo (+19,2%), Rio Grande do Norte (+19,0%) e Rio Grande do Sul (+10,6%).
  • No acumulado do ano, a produção industrial subiu 1,0%, impulsionada por polos extrativos e alimentícios.
  • Em 12 meses, o índice manteve alta de 1,5%, com ganho em 12 unidades da federação.

O IBGE aponta que o desempenho da produção da indústria, mais forte do Espírito Santo e do Pará, decorre da extração de petróleo, gás natural e minério de ferro, enquanto o avanço no Rio Grande do Sul está relacionado aos setores de alimentos e veículos automotores. Já a queda em São Paulo e Paraná confirma a volatilidade das manufaturas, mais sensíveis à demanda interna e ao crédito.

O panorama desigual da produção da indústria em setembro

Adivulgação dos dados da produção industrial em setembro indica uma recomposição parcial da produção da indústria nacional, mas com ritmo desigual entre regiões e segmentos. As indústrias extrativas e de alimentos seguem sustentando o crescimento, enquanto as fábricas de transformação permanecem sob pressão.

Esse contraste reforça a dependência de commodities e energia como motores do avanço industrial e sugere que, sem estímulos adicionais, a expansão do desempenho da indústria seguirá fragmentada nos próximos trimestres.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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