Maduro é capturado, segundo afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma ação militar americana na Venezuela anunciada neste sábado (03/01). Segundo Trump, forças dos EUA executaram um ataque em larga escala e retiraram Nicolás Maduro do país por via aérea, junto com a esposa.
Trump disse ainda que a operação teve êxito e contou com a atuação direta de forças de segurança americanas. O presidente publicou a informação na rede Truth Social e, logo depois, anunciou que dará mais detalhes em uma coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília, em Mar-a-Lago, na Flórida.
Maduro é capturado: versão apresentada pelos EUA
Na versão oficial divulgada por Washington, Maduro é capturado ao final de uma operação coordenada pelas autoridades americanas. Trump, no entanto, não explicou os objetivos específicos da ação nem informou o destino do presidente venezuelano. Até o momento, o governo dos EUA não apresentou imagens ou documentos que comprovem a custódia.
Trump afirmou que a ofensiva integra uma estratégia de pressão crescente contra o governo venezuelano. Desde agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Paralelamente, os Estados Unidos ampliaram a presença militar no Mar do Caribe.
Explosões em Caracas e resposta do governo venezuelano
Enquanto Trump divulgava a declaração, moradores de Caracas relataram explosões durante a madrugada. A Associated Press informou que ao menos sete detonações ocorreram em um intervalo de cerca de 30 minutos. Além disso, bairros próximos à base aérea de La Carlota registraram falta de energia elétrica e sobrevoo de aeronaves em baixa altitude.
Diante do cenário, o governo da Venezuela publicou um comunicado afirmando que o país sofreu um ataque externo. No texto, Caracas informou que Nicolás Maduro decretou “Comoção Exterior” em todo o território nacional e convocou forças políticas e sociais para mobilização. O governo classificou a ação como agressão estrangeira e citou o direito à legítima defesa.
Governo venezuelano questiona versão americana
Em seguida, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo não tem informações sobre o paradeiro de Maduro. Segundo ela, os Estados Unidos precisam apresentar uma prova de vida. Até agora, Caracas diz não reconhecer oficialmente a captura anunciada por Trump.
Autoridades venezuelanas também afirmam que a operação atende a interesses estratégicos, especialmente ligados ao petróleo e a minerais. O governo voltou a acusar Washington de tentar impor uma mudança política no país.
Crise regional e próximos desdobramentos
O episódio em que Maduro é capturado, segundo a versão americana, amplia de forma imediata a tensão diplomática e militar na região. Sem confirmação independente sobre o destino do presidente venezuelano, o cenário segue cercado de incertezas. A atenção agora se volta para a coletiva anunciada por Trump e para as reações de governos da América Latina e de organismos internacionais diante da escalada do confronto.











