Reels gera receita bilionária, se torna pilar financeiro da Meta e deve superar concorrentes

Reels gera receita bilionária ao ultrapassar US$ 50 bilhões anuais e se firmar como o principal motor de crescimento da Meta, superando rivais e ampliando presença em novos formatos.
Reels gera receita bilionária ao ampliar monetização de vídeos curtos da Meta
Reels gera receita bilionária e reforça a estratégia da Meta em vídeos curtos.

O reels gera receita bilionária e já projeta faturamento anual acima de US$ 50 bilhões, consolidando-se como o principal motor financeiro da Meta, de acordo com dados obtidos pelo The Wall Street Journal. Criada em 2020 como resposta direta ao TikTok, a ferramenta deixou de ser defensiva e passou a ocupar o centro do modelo de negócios da companhia.

Cinco anos após o lançamento, o desempenho do Reels já rivaliza com gigantes fora do setor de tecnologia. A estimativa indica que a receita da ferramenta supera a da Coca-Cola, que somou US$ 47,1 bilhões em 2024, e da Nike, que registrou US$ 46,3 bilhões no ano fiscal encerrado em 31/05/2025. No mesmo período, a receita consolidada da Meta alcançou US$ 164,5 bilhões, alta de 22%, reforçando o peso do formato de vídeo curto.

Reels gera receita bilionária ao superar concorrentes diretos

O avanço também altera a hierarquia entre plataformas digitais. Analistas ouvidos pelo mercado estimam que o YouTube deve faturar cerca de US$ 46 bilhões com vídeos neste ano, enquanto o TikTok deve atingir US$ 17 bilhões, conforme dados da eMarketer. Nesse contexto, o reels gera receita bilionária em ritmo superior, mesmo sem liderar o tempo total de consumo.

O engajamento sustenta essa equação. Levantamento da Sensor Tower aponta que usuários do Instagram assistem, em média, 27 minutos diários de reels, acima dos 21 minutos do YouTube Shorts. O TikTok permanece à frente, com 44 minutos, mas a distância vem sendo compensada pela eficiência comercial do ecossistema da Meta.

Algoritmos, inteligência artificial e avanço comercial

Segundo Mark Zuckerberg, o salto recente está ligado ao sistema de recomendação baseado em inteligência artificial, que passou a sugerir vídeos além das contas seguidas. De acordo com o executivo, a mudança elevou em 30% o tempo gasto com vídeos no Instagram, após ajustes feitos internamente.

A estratégia também rompeu com a lógica tradicional das redes sociais, centrada apenas em amigos ou criadores conhecidos. A priorização de algoritmos e dados de interação ampliou o alcance publicitário do Reels e acelerou a monetização, mesmo com registros internos de desempenho inicial abaixo do esperado.

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Escala financeira do reels e próximos vetores

Com o produto estabilizado, a Meta prepara a próxima etapa. A empresa iniciou testes de um aplicativo para espelhamento de vídeos em televisores, disponível no Amazon Fire TV, nos Estados Unidos. Segundo Tessa Lyons, vice-presidente de produtos do Instagram, o uso da TV já ocorre de forma orgânica entre usuários.

Ao mirar a sala de estar, o faturamento bilionário do reels amplia a ambição de disputar verbas de streaming e TV conectada. A estratégia aproxima a Meta do espaço já dominado pelo YouTube.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na cobertura editorial e analítica de economia e negócios, e colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

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