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Ações da Chevron sobem até 10% após fala de Trump sobre a Venezuela

As ações da Chevron subiram até 10% no pré-mercado após Donald Trump afirmar que os EUA pretendem “administrar” a Venezuela, reacendendo expectativas sobre acesso às maiores reservas de petróleo do mundo. A reação refletiu a posição singular da companhia, única grande petroleira americana ainda em operação no país sob licença especial, enquanto analistas mantêm cautela sobre ganhos imediatos diante de riscos políticos, regulatórios e da infraestrutura deteriorada. Continue lendo e saiba mais.
ações da Chevron sobem após declarações de Trump sobre a Venezuela
Mercado reage às falas de Trump e impulsiona as ações da Chevron. (Foto: Reprodução)

As ações da Chevron, única petroleira americana que atualmente opera em solo venezuelano, avançaram cerca de 10% no pré-mercado nesta segunda-feira (05/01), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país pretende “administrar” a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. O comentário acionou uma leitura imediata do mercado sobre acesso às maiores reservas de petróleo do mundo, ainda que cercadas por riscos políticos e operacionais.

Além da Chevron, outras petroleiras americanas também registraram ganhos iniciais, como ConocoPhillips e Exxon Mobil. No entanto, analistas apontam que a reação reflete mais uma reprecificação de expectativas do que uma alteração concreta no curto prazo. Apesar disso, os investidores passaram a recalcular o valor dos papéis da Chevron, dada a posição singular da empresa no país sul-americano.

Ações da Chevron e a posição singular no país

A Chevron hoje atua na Venezuela sob licença especial concedida pelo governo americano. Por esse motivo, mesmo após o bloqueio marítimo parcial anunciado por Trump, a empresa manteve embarques de petróleo, o que reforça sua vantagem relativa frente a concorrentes globais.

Além disso, a companhia permaneceu no país mesmo após a nacionalização de ativos estrangeiros no início dos anos 2000. Esse histórico, combinado com a autorização atual para perfurar e exportar petróleo, sustenta a avaliação de que as ações da Chevron incorporam um prêmio estratégico diante de qualquer rearranjo político envolvendo Washington e Caracas.

Atuação histórica da Chevron na Venezuela

A Chevron atua na Venezuela desde 1923, com presença contínua ao longo de mais de um século. A empresa manteve operações mesmo após a nacionalização de ativos, quando outras petroleiras, como Exxon Mobil e ConocoPhillips, deixaram o país. Atualmente, participa de projetos em parceria com a estatal PDVSA, com foco em campos de petróleo pesado.

Nos últimos anos, os ativos da Chevron no contexto Venezuela ficaram limitados pelas sanções impostas pelos EUA. Em 2022, Washington concedeu licenças que permitiram à Chevron retomar exportações de petróleo venezuelano, dentro de regras específicas. Essas autorizações seguem como peça central da estratégia da empresa no país.

Ações da Chevron no contexto das demais petroleiras

Com suas ações em alta a Chevron pode ser a única petroleira em atividade na Venezuela, mas está longe de ser a única com contas no país. A petroleira ConocoPhillips, que já dominou a produção venezuelana no passado, tem mais de US$ 8 bilhões a receber da Venezuela, segundo decisões de árbitros internacionais. Em nota divulgada no fim de semana, a empresa afirmou que é cedo para especular sobre futuras atividades comerciais, apesar das licenças obtidas em 2024 para recuperar parte desses valores.

Já a Exxon Mobil, por sua vez, tem cerca de US$ 1 bilhão a receber, também relacionado à expropriação de ativos. Em entrevista concedida em novembro, o presidente-executivo Darren Woods afirmou que a companhia avaliaria oportunidades no país, mas adotaria cautela diante do histórico de perdas e da ausência de garantias institucionais claras. Tais valores explicam porque, assim como as ações da Chevron, os papeis dessas outras empresas se encontram em alta

Valor dos ativos da Chevron e limites práticos

Operadores e analistas do setor avaliam que, mesmo com apoio político dos EUA, a recuperação da indústria petrolífera venezuelana exigiria tempo e capital elevado. A infraestrutura crítica enfrenta anos de deterioração, e hoje o país responde por menos de 1% da oferta global de petróleo, apesar do volume de reservas.

Nesse cenário, os papéis da Chevron refletem uma aposta de longo prazo mais do que uma virada imediata. O mercado, portanto, reage ao potencial teórico associado às reservas venezuelanas, enquanto mantém cautela sobre investimentos relevantes até que regras legais e fiscais se tornem previsíveis. A trajetória das ações da Chevron seguirá atrelada menos ao discurso político e mais à capacidade de transformar expectativa em produção efetiva.

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