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Donald Trump: ações da Trump Media caem 9% após condenação

Ex-presidente enfrenta condenação que impacta a empresa de mídia

Donald Trump é multado em R$ 2,6 bilhões por fraude - Trump Media
(Imagem: Isac Nóbrega/PR)

Na última quinta-feira (30), as ações da Trump Media & Technology Group (DJT) sofreram uma queda de 9% nas negociações após o expediente. O declínio seguiu-se à condenação do ex-presidente Donald Trump em todas as 34 acusações criminais que enfrentava.

Inicialmente, o preço das ações da Trump Media permaneceu estável até que a notícia do veredito foi divulgada. Assim que o júri anunciou a condenação, as ações despencaram. Donald Trump, que ocupa o cargo de presidente e é o principal acionista da Trump Media, viu a avaliação da participação de 114,75 milhões de ações atingir US$ 5,4 bilhões, mesmo após o fechamento do mercado.

A Trump Media abriu o capital em março, após uma fusão que gerou controvérsias. A Truth Social, plataforma de mídia social da empresa, ainda é uma participante pequena no mercado de redes sociais e gera receitas limitadas.

Portanto, os especialistas questionam a alta avaliação atribuída a Trump Media, dado que a Truth Social continua a ter uma presença modesta no mercado e enfrenta dificuldades para competir com plataformas mais estabelecidas.

O primeiro ex-presidente dos EUA condenado criminalmente

Nesta quinta-feira (30), o tribunal declarou Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, culpado por fraude contábil, tornando-o o primeiro ex-presidente americano condenado em um processo criminal. A decisão unânime do júri, anunciada em Nova York, resultou na condenação dele por ocultar um pagamento de US$ 130 mil à atriz de filmes adultos Stormy Daniels.

O juiz Juan Merchan determinará a sentença de Trump em 11 de julho. A pena pode chegar a 4 anos de prisão. Analistas acreditam que ele provavelmente não enfrentará encarceramento devido à natureza dos crimes e à idade avançada. No entanto, o juiz pode optar por uma pena mais branda, como liberdade condicional ou multa.

Detalhes do julgamento

O julgamento teve início em 15 de abril, com a seleção dos jurados. A equipe de promotoria, liderada por Alvin Bragg, argumentou que o pagamento foi uma tentativa de interferência eleitoral. Portanto, os principais testemunhas incluíram Michael Cohen, que detalhou o esquema, e Stormy Daniels, que afirmou ter tido um encontro sexual com o ex-presidente em 2006.

Apesar da condenação, o Donald Trump pode disputar a eleição presidencial e, se vencer, governar. No entanto, ele pode perder o direito de votar em novembro, já que a Flórida, onde está registrado como eleitor, impede condenados de votar até que cumpram a pena. O empresário alega ser vítima de perseguição política, afirmando que o julgamento é uma tentativa de evitar o retorno à Casa Branca.

Outros processos legais

Além disso, Donald Trump enfrenta outros processos criminais: apropriação de documentos sigilosos da Casa Branca, tentativa de reverter o resultado da eleição de 2020 na Geórgia e a invasão do Congresso americano em 6 de janeiro de 2021. Entretanto, nenhum desses casos deve ser julgado este ano.

Após o veredito, o ex-presidente atacou o juiz e o processo judicial. “Isso foi uma desgraça. Este foi um julgamento manipulado por um juiz em conflito de interesses e corrupto”, declarou Donaldo Trump. “Não fizemos nada de errado. Sou um homem inocente. Estou lutando pelo nosso país.”

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